Os atendimentos do Plantão 24 horas do hospital Santa Rosa de Lima de Arroio do Tigre variam entre 450 e 550 por mês. Destes, apenas de 50 a 60 realmente são classificados como urgência ou emergência. Foi devido a essa questão que uma coletiva de imprensa, na manhã de sexta-feira (5), foi organizada pela instituição e mostrou a preocupação dos profissionais e da administração devido à alta procura por atendimentos.
Conforme a gestora do hospital, Verediana Limberger, o sistema da Casa de Saúde e as equipes estão enfrentando uma sobrecarga de atendimentos, sem contar que na maioria das vezes, não se encaixam na urgência e emergência.
Já a enfermeira chefe, Carine Hermes, revelou que a demanda aumentou muito e que a porta de entrada para o SUS precisa ser os Postos de Saúde. A enfermeira revelou, que a partir de agora, uma enfermeira vai atuar, no primeiro contato com os pacientes que necessitarem de atendimento no Pronto Atendimento (PA). Ela vai verificar os sinais vitais e estabelecer a cor conforme o protocolo. Os pacientes são identificados com quatro cores, dependendo do quadro clínico. As cores azul e verde permitem que o paciente possa esperar de duas a quatro horas para receber o atendimento de um médico. Já o amarelo e vermelho garantem um atendimento mais imediato.
De acordo com o médico Mauro Gimenez Olazar que atua nos plantões, é necessário que as pessoas utilizem de forma correta o PA para garantir a qualidade do serviço prestado. “Infelizmente as pessoas que estão utilizando o serviço não se encaixam em urgência e emergência”. A emissão de receitas e exames não serão mais via PA, tendo em vista que esses procedimentos devem ser feitos junto às Unidades Básicas de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde.
O médico Rodrigo Guidolin explicou que ninguém ficará sem o atendimento, mas que agora os casos de menor gravidade terão de esperar por mais tempo para receber o atendimento, conforme o protocolo. Porém, citou as Unidades de Saúde onde é possível fazer o atendimento continuado. “Já o plantão 24 horas é um trabalho rotativo. São as intercorrências que acontecessem”.
Sobre a busca excessiva disse que “preocupa porque tem vários pacientes internados sob os nossos cuidados também. O que temos visto é que a procura não tem sido em casos urgentes. Eu, por exemplo, em um plantão recente, atendi um paciente infartado o que demandou horas e ainda foi preciso uma transferência”.
A gestora do hospital, Verediana Limberger, disse que a alta demanda satura as equipes envolvidas, ainda mais quando, na maioria dos casos, esse atendimento poderia ocorrer em uma Unidade Básica de Saúde.
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