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Triagem nos atendimentos do Plantão 24 horas do Hospital Santa Rosa de Lima será mais rigorosa

Triagem nos atendimentos do Plantão 24 horas do Hospital Santa Rosa de Lima será mais rigorosa
08.11.2021 14h22  /  Postado por: Redação

Os atendimentos do Plantão 24 horas do hospital Santa Rosa de Lima de Arroio do Tigre variam entre 450 e 550 por mês. Destes, apenas de 50 a 60 realmente são classificados como urgência ou emergência. Foi devido a essa questão que uma coletiva de imprensa, na manhã de sexta-feira (5), foi organizada pela instituição e mostrou a preocupação dos profissionais e da administração devido à alta procura por atendimentos.

Conforme a gestora do hospital, Verediana Limberger, o sistema da Casa de Saúde e as equipes estão enfrentando uma sobrecarga de atendimentos, sem contar que na maioria das vezes, não se encaixam na urgência e emergência.

Já a enfermeira chefe, Carine Hermes, revelou que a demanda aumentou muito e que a porta de entrada para o SUS precisa ser os Postos de Saúde. A enfermeira revelou, que a partir de agora,  uma enfermeira vai atuar,  no primeiro contato com os pacientes que necessitarem de atendimento no Pronto Atendimento (PA). Ela vai verificar os sinais vitais e estabelecer a cor conforme o protocolo. Os pacientes são identificados com quatro cores, dependendo do quadro clínico. As cores azul e verde permitem que o paciente possa esperar de duas a quatro horas para receber o atendimento de um médico. Já o amarelo e vermelho garantem um atendimento mais imediato.

De acordo com o médico Mauro Gimenez Olazar que atua nos plantões, é necessário que as pessoas utilizem de forma correta o PA para garantir a qualidade do serviço prestado. “Infelizmente as pessoas que estão utilizando o serviço não se encaixam em urgência e emergência”. A emissão de receitas e exames não serão mais via PA, tendo em vista que esses procedimentos devem ser feitos junto às Unidades Básicas de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde.

O médico Rodrigo Guidolin explicou que ninguém ficará sem o atendimento, mas que agora os casos de menor gravidade terão de esperar por mais tempo para receber o atendimento, conforme o protocolo. Porém, citou as Unidades de Saúde onde é possível fazer o atendimento continuado. “Já o plantão 24 horas é um trabalho rotativo. São as intercorrências que acontecessem”.

Sobre a busca excessiva disse que “preocupa porque tem vários pacientes internados sob os nossos cuidados também. O que temos visto é que a procura não tem sido em casos urgentes. Eu, por exemplo, em um plantão recente, atendi um paciente infartado o que demandou horas e ainda foi preciso uma transferência”.

A gestora do hospital, Verediana Limberger, disse que a alta demanda satura as equipes envolvidas, ainda mais quando, na maioria dos casos, esse atendimento poderia ocorrer em uma Unidade Básica de Saúde.

 

Ouça a entrevista completa no player acima!

 

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