Quinta-feira, 26 de Maio de 2022
Telefone: (55) 3327 1071
Whatsapp: (55) 99732 1071
Curta nossa página no Facebook:
Clique para Ouvir
Chuva
19°
15°
16°C
Salto do Jacuí/RS
Chuva
Chuva
19°
15°
16°C
Arroio do Tigre
Chuva
No ar: Frequência 107
Ao Vivo: Frequência 107
Agricultura

‘Solução precisa ser transversal’, diz ministra da Agricultura sobre problemas climáticos

‘Solução precisa ser transversal’, diz ministra da Agricultura sobre problemas climáticos
13.01.2022 07h04  /  Postado por: Reportagem

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, esteve em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul,  na manhã da quarta-feira (12), onde começou uma viagem por estados atingidos pela estiagem.

De acordo com a ministra Tereza Cristina, no momento é impossível mensurar os prejuízos da estiagem no Rio Grande do Sul e nos demais estados atingidos.

“Ainda não podemos dar números. Há lavouras que se recuperam, outras não, ainda pode chover, são graus diferentes de recuperação de lavouras. Temos de acompanhar, de monitorar, e fiz questão de vir aqui para vermos o que já podemos propor para mitigar os problemas que os Estados enfrentam. Não queremos que as pessoas abandonem a produção. Procuraremos minimizar, não resolveremos tudo, mas minimizar, se agirmos rápido e agora”, explicou.

Tereza Cristina ressaltou que o problema afeta vários estados. “É muito triste vermos o trabalho do produtor que planta, trabalha, põe adubo, sementes de boa qualidade e depois tem essa frustração”, lamentou.

A ministra ressaltou que esteve acompanhada de equipes técnicas de diversas pastas para que as ações sejam transversais e estruturais. “Precisamos de soluções estruturantes. Por isso, não estou apenas com técnicos do Ministério da Agricultura. Estão conosco técnicos do Banco Central, do Ministério da Economia, eu já tive conversas com o ministro do Desenvolvimento Regional, para que seja apresentada uma solução conjunta”, disse.

Ainda no Rio Grande do Sul, a ministra recebeu um ofício do Governo do Estado e de entidades lembrando que a maioria dos municípios têm relevante dependência da agropecuária e que a situação de perdas provocadas por estiagens traz enormes prejuízos para a economia, o meio ambiente e a sociedade em geral, considerando que o agronegócio é responsável por mais de 40% do PIB estadual, com participação superior a 60% nas exportações totais do Rio Grande do Sul.

O documento, entregue pelos presidentes da Fetag, Carlos Joel da Silva; vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad; vice-presidente da Aprosoja/RS, Irineu Hort; e presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, pede empenho do governo federal nas seguintes questões:

  1. Resolução do Banco Central votada pelo Conselho Monetário Nacional que autorize a reprogramação dos vencimentos de custeios agrícolas da safra de verão e pecuários, além das parcelas de investimentos ou renegociações anteriores vencidas ou vincendas entre 15/12/2021 e 30/06/2022 para 01/07/2022 para produtores que apresentarem Laudos Técnicos Agronômicos com perdas iguais ou superiores a 25% para lavouras de grãos e iguais ou superiores a 15% para atividades pecuárias, fruticultura e horticultura em decorrência da estiagem.
  2. Resolução do Banco Central votada pelo Conselho Monetário Nacional para regulamentar os artigos da Lei Federal 14.275/21, publicada no Diário Oficial da União no dia 24 de dezembro de 2021.
  3. Levantamento de perdas in loco pela Conab a partir da segunda quinzena de janeiro, de modo que tais perdas sejam adequadamente mensuradas.
Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.