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Agricultura

Soja sobe mais de 16% em reais por saca desde maio no porto de Paranguá

Soja sobe mais de 16% em reais por saca desde maio no porto de Paranguá
19.08.2019 09h42  /  Postado por: Cladimara Bohrer

Os preços da soja, em reais, subiram mais de 16% no porto de Paranaguá desde maio. Uma ligeira recuperação do contrato março/20 na Bolsa de Chicago – que opera acima dos US$ 9,00 por bushel – uma dispara do câmbio e um expressivo fortalecimento dos prêmios, especialmente nas últimas semanas.

A intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos trouxe a demanda chinesa a se concentrar ainda mais no mercado brasileiro e contribuiu para o cenário, principalmente quando se trata dos prêmios. A semana se encerra com valores na casa de US$ 1,50 por bushel sobre os preços da Chicago ofertados pelo produto brasileiro, segundo explica o diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo.

A semana foi extremamente importante para o mercado da soja no Brasil e as vendas contabilizaram, somando os volumes da semana anterior, vendas de mais de 3 milhões de toneladas. Somente nesta semana, os chineses compraram mais de 20 navios da oleaginosa. E assim, a oferta para a conclusão de 2019, quando o assunto é exportação de soja, se mostra cada vez mais ajustada.

Ainda segundo Cogo, não só a demana externa, mas a interna também se mostra muito forte e acirra ainda mais a disputa entre as processadoras nacionais e os importadores. Dessa forma, os preços criam boas oportunidades de venda para os produtores não só na exportação, mas também na indústria.

“Temos uma recuperação dos preços, dos prêmios e das perspectivas para o primeiro semestre do ano que vem já, o que permite com o que o sojicultor comece a nova safra com uma projeção melhor, com mais fôlego. Já são novas contas”, diz Cogo.

Apesar disso, as vendas da safra nova não acontecem no mesmo ritmo intenso do que as da safra velha. “E isso é reflexo de uma combinação de fatores entre eles o prêmio futuro ainda baixo, a cotação futura ainda um pouco limitada e, principalmente, a volatilidade do câmbio. Ainda não se sabe o que vai acontecer com o dólar e isso preocupa muito, inclusive já atrasando não só a comercialização, mas também a compra dos insumos”, explica.

 

 

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