Maggi na 41ª EXPOINTER: proibição do glifosato pode inviabilizar as safras de soja e milho
O Ministro da Agricultura, Pecurária e Abastecimento, Blairo Maggi, esteve nesta quita-feira, 30, visitando a 41ª Expointer em Esteio no Rio Grande do Sul. Na oportunidade, em entrevista coletiva onde a Geração FM esteve presente com o repórter Cléber Moura, falou sobre a proibição do uso do glifosato que, segundo ele, se for mantida, pode inviabilizar as safras de milho e soja. “Nós não temos um produto que substitua o glifosato nesta safra, neste período. Fica muito difícil levar adiante já que o Brasil planta 95% da sua área de soja e milho com plantio direto e o glifosato é a base desse processo. Não tê-lo significa não conseguir colher. Um prejuízo bastante grande”, disse o Ministro lembrando que o limite para a definição é até a próxima semana, dia 3 de setembro.
Segundo o Ministro, os produtores não estão preparados para uma interdição ao herbicida, conhecido comercialmente como Roundup. “O glifosato é a base para a dessecação e o plantio direto. Nós não temos mais nas fazendas grades, arados, esses instrumentos mecânicos para preparar o solo. Tudo é na base química. Não usá-lo significa não ter a possibilidade de plantar”, acrescentou ressaltando que “Eu confio no bom senso da justiça e da própria Anvisa que está reavaliando o produto”.
Possível Cancerígeno
Conhecido como Roundup, o glifosato é um herbicida usado contra ervas daninhas indesejadas em produções agrícolas. No último dia 7, a juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara da Justiça Federal em Brasília, determinou a suspensão de registro de todos os produtos que utilizam tiram, abamectina e glifosato.
Em liminar, a magistrada disse que as substâncias não devem ser usadas ou comercializadas até que se feita uma reavaliação toxicológica das substâncias pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A juíza ressalta que o glifosato é apontado como possível cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva.
O Ministro destacou ainda que o produto tem se mostrado confiável. “Difícil aparecer um produto tão seguro quanto o glifosato. Ele é biodegradável, está há muitos anos no mercado. É bastante barato”, defendeu.
No entanto, Maggi disse que, caso seja provado que a substância traz riscos à saúde, os produtores precisarão se adaptar. “Se houver uma comprovação de que ele efetivamente mal para a saúde, claro que nós não devemos usá-lo. Mas temos que ter um prazo para que a indústria química coloque algum produto para substituí-lo.”
Fonte/texto: Reportagem Geração FM e Agência Brasil
Foto: Cléber Moura/Expointer
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