Fumicultores comemoram seu dia com a Abertura da Colheita no Rio Grande do Sul
O dia 28 de outubro, foi duplamente especial: além de ser o Dia do Produtor de Tabaco também marcou a Abertura Oficial da Colheita do Tabaco, no Rio Grande do Sul. Realizado na belíssima propriedade de Oladi Lúcio e Marli Schroeder, na localidade de Faxinal de Dentro, município de Vale do Sol, o evento, seguindo os protocolos sanitários, contou com a presença de autoridades, lideranças do setor rural, produtores e imprensa. A organização foi da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, junto com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e Prefeitura de Vale do Sol.
O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, elogiou as excelentes instalações do produtor, fruto de um trabalho de qualidade realizado. “E isso podemos falar dos nossos produtores. São os nossos produtores de tabaco que fizeram do Brasil o segundo maior produtor e o primeiro exportador, há 28 anos”, disse Schünke, ao enfatizar que a cadeia produtiva do tabaco, como um todo, tem contribuído para o desenvolvimento dos estados e do País.
O presidente da Afubra, Benício Albano Werner, lembrou que a instituição do dia 28 de outubro como Dia do Produtor de Tabaco foi ideia da Associação dos Países Produtores de Tabaco (Itga) e, no Rio Grande do Sul, o então deputado estadual Heitor Schuch apresentou o projeto. E, a Abertura da Colheita foi proposta do então secretário da Agricultura e hoje deputado estadual Ernani Polo. Aos anfitriões, lembrou da visita que fez ao casal e a conversa sobre o setor do tabaco. “Dessa vista, surgiu a minha indicação para sediar esta Abertura”, disse Werner. Ele continuou dizendo que “muito se fala em sustentabilidade ambiental, social e econômica. Ninguém mais do que o setor tabaco cuida da parte ambiental – inovador no plantio direto ; social – com a geração de empregos e o retorno dos impostos, que cuidam da educação e saúde das comunidades; e a parte econômica não depende só dó esforço do produtor. Precisamos dizer a todos, que o produtor de tabaco tem a consciência tranquila com relação à sustentabilidade ambiental, social e econômica. ”
Para o diretor da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Marco Antônio dos Santos, “é dia de comemoração e espero que nos demais dias continue sendo o dia do produtor de tabaco. Temos procurado trabalhar e defender os interesses do produtor e do agronegócio. Também precisamos refletir sobre o que está acontecendo no setor do agronegócio, com as mudanças que estão ocorrendo. Precisamos achar caminhos para que o produtor seja recompensado. ”
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, ao lembrar de sua vivência no setor tabaco, agradeceu aos deputados estaduais e federais que fazem a defesa do setor. “A fumicultura tem grande importância para a sociedade e os governos. Os produtores precisam coragem para produzir tabaco, pois tem pessoas que não conhecem a cultura e falam bobagem e vocês, apesar disso, continuam produzindo. E as indústrias não valorizam o produtor como parceiro. Discutir e discutir preços de tabaco com as empresas para depois 20% do tabaco ser comprado dentro do galpão, com preços acima da classificação e das tabelas. Isso não pode acontecer. Precisamos valorizar o produtor como parceiro. Pode comprar acima, mas dá bonificação aos outros”.
O diretor-executivo da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (AmproTabaco), Guido Hoff, disse que são 508 municípios no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná com seus pequenos proprietários que plantam tabaco e outras culturas. Lembrou dos problemas enfrentados pelos produtores com a dificuldade com a energia elétrica, que, por vezes, faz com que percam produção.
O deputado federal Heitor Schuch falou em nome dos deputados federais Marcelo Moraes e Alceu Moreira, também presentes no evento. Parabenizou a família Schroeder, pela história e construção da família. “Se o agricultor não planta, a cidade não almoça e não janta. Tudo começa com a agricultura. Acho que precisamos falar ainda mais isso”. Lembrou que, quando apresentou o Projeto, teve deputados que disseram que não votavam em dia voltado ao tabaco. Cumprimentou a todos que ajudam na causa e disse que tem muito para fazer pelo setor.
A deputada estadual Kelly Moraes, representando a Assembleia Legislativa e os deputados estaduais Beto Fantinel, Adolfo Brito e Ernani Polo, presentes na Abertura, lembrou da luta de conseguir deputados federais para defender o setor. “Em Brasília ou aqui no Estado, onde defendemos o setor, somos atacados, colocando o adjetivo de que defendemos a morte: o que nós defendemos são famílias que dependem da fumicultura, defendemos um produto legal”. Destacou a parceria da classe política com as entidades que defendem os produtores.
A secretária do Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, disse que, graças ao trabalho dos produtores e indústrias, podemos comemorar safras de tabaco. “Conheço a cultura e sei da importância. Temos um foco de produzir com qualidade e, com união, vamos alcançar os objetivos. Lutamos por preço, por qualidade e exportação”.
O prefeito em exercício de Vale do Sol, José Valtair dos Santos, ao encerrar o evento, lembrou de ter “trabalhado 21 anos no tabaco e o que representa a fumicultura no nosso município, assim como as outras culturas. Temos, em Vale do Sol, 2.556 famílias produtoras que produzem 12 mil toneladas e é gratificante saber o retorno que dá em ICMS.”
HOMENAGEM – O casal que cedeu a propriedade para a realização do evento recebeu do SindiTabaco uma cesta e da Afubra, uma cesta com produtos da Expoagro Afubra e um kit produtividade com insumos para o plantio de um hectare de milho.
PLANTE MILHO E FEIJÃO – Aproveitando a Abertura da Colheita do Tabaco, SindiTabaco, Afubra, Fetag, Farsul e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul realizaram a renovação da assinatura do convênio do Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco. O programa incentiva a diversificação e a otimização no aproveitamento dos recursos das propriedades rurais.
Texto: Jorn. Luciana Jost Radtke/Fotos: Junio Nunes

