Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
Telefone: (55) 3327 1071
Whatsapp: (55) 99732 1071
Curta nossa página no Facebook:
Clique para Ouvir
30°
20°
23°C
Salto do Jacuí/RS
Dia nublado
No ar: Repórter Geração
Ao Vivo: Repórter Geração
Agricultura

Consumidores reclamam do aumento no preço do leite e produtores dizem que recebem menos do que em 2017

Consumidores reclamam do aumento no preço do leite e produtores dizem que recebem menos do que em 2017
Foto: Reprodução
12.07.2018 17h08  /  Postado por: Redação

O consumidor está pagando mais caro pelo leite. O aumento nos supermercados foi de 15% e, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o que contribuiu para que a cesta básica gaúcha fosse a mais cara do país em junho.

“Está complicado para fazer o rancho, está cada mês mais caro”, relata a dona de casa Valéria Andrade.

Enquanto os consumidores reclamam dos preços, os produtores alegam que estão recebendo menos pelo litro. A estiagem no início do ano foi determinante para a redução na produção de leite no Rio Grande do Sul. Na Região Sul do estado, a queda foi de pelo menos 15%.

“No verão, se faz a silagem, que é a fonte de volumoso de fibra, de energia, para ser usada agora no inverno e nós tivemos uma quebra muito grande na produção de silagem que está acarretando em problemas agora”, afirma o veterinário da Emater Marcelo Souza.

Os agricultores ainda enfrentam outros problemas. As altas temperaturas e o excesso de umidade nos meses de abril e maio favoreceram o aparecimento de um fungo no plantio do azevém – principal fonte de proteína para os animais. Os produtores tiveram que fazer o replantio do pasto, o que gerou ainda mais custos nas propriedades.

Enquanto isso, o preço pago pelo litro do leite é menor que no mesmo período do ano passado. De R$ 1,13 passou para R$ 1,04.

“É o pior momento da atividade pelo qual a gente está passando. Na verdade, eu nunca tinha enfrentado uma situação tão difícil, tão complicada quanto essa”, afirma o agricultor Cláudio Azevedo.

Complicado também para a indústria. Em uma cooperativa do estado, as máquinas funcionavam sete dias por semana e agora estão paradas.

“Também teve a questão da greve dos caminhoneiros. Por 10 dias a maioria das indústrias não conseguiu coletar todo o leite. Isso dá mais ou menos 25% do leite de maio, que ficou na fazenda. E como o leite é um produto perecível, ele não tem como ser estocado. Então, esse leite saiu do mercado e acabou desabastecendo os varejos”, explica o responsável técnico da cooperativa, André Rocha.

Isso tudo provoca o efeito “cascata”. Se o consumidor continua comprando e a oferta é pequena, a situação causa um aumento nos preços.

“É a lei da oferta e demanda. Uma diminuição na oferta do produto, principalmente no varejo, faz com que haja uma pressão de preços. Porque a procura se matém estável. Então, é a lei natural da economia”, explica o economista Ezequiel Megiato.

 

 

Comente essa notícia
Receba nosso informativo
diretamente em seu e-mail.