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Agricultura

Centro Serra tem queda na produção de feijão devido outras culturas economicamente viáveis, diz produtor

Centro Serra tem queda na produção de feijão devido outras culturas economicamente viáveis, diz produtor
Divulgação
25.06.2019 10h01  /  Postado por: Elion Silva

Um exemplo da retração do cultivo do feijão no Sul é o município de Sobradinho, que em 1982, quando cultivou 5 mil hectares de feijão, se declarou capital nacional desse grão. Com um museu do feijão e ainda mantendo sua festa, Sobradinho é um retrato do que essa vagem faz com seus adeptos: a área cultivada se reduziu a menos de 200 hectares. É verdade que o município perdeu área para cinco distritos que se emanciparam, mas o fato é que só ficou um grande produtor para contar a história. É Tarcisio Cereta, presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Feijão do Rio Grande do Sul.

“A área está muito reduzida, devido as outras culturas serem mais práticas e economicamente viáveis. A grande maioria (de produtores) foi pra soja. Coisa que me chamou a atenção e não tem como modificar, é que o pessoal da resteva do fumo, plantou soja com máquina de “Saraquá” (plantadeira manual)”, explica, ao citar os motivos na redução do plantio de feijão, em entrevista ao Repórter Geração, nesta terça-feira, 25.

Em dezembro passado, Tarcisio colheu 1.800 quilos por hectare, safra prejudicada pelo excesso de chuva. Mas ficou feliz porque vendeu seu feijão (o preto) a R$ 7 o quilo – para outros produtores que precisavam de sementes confiáveis. Na sequência, usando a área de onde colhera milho, em fevereiro, ele plantou feijão a ser colhido em maio. A expectativa são 2.300 quilos por hectare (a meta a longo prazo é passar de 3 mil quilos). Tarcisio está confiante porque desde 2013 conta com um pivô de irrigação (30 hectares). Seguindo a receita técnica da Emater, ele alterna feijão e soja (leguminosas) com milho, trigo e centeio (cereais).

A família Cereta cultiva feijão-preto há 45 anos. Tem 150 hectares próprios e arrenda mais uns 100 hectares de vizinhos. Já plantou tudo quanto é variedade de semente oficial, mas nos últimos três anos se concentrou na triunfo, lançada pela Fepagro, fundação estadual de pesquisa extinta em 2017. Segundo Tarcisio, a triunfo é de fácil colheita mecânica e dá um feijão bom de panela (“caldo denso, achocolatado, com tempo de cozimento de 18 a 20 minutos”).

Ouça no player acima.

 

*Com informações da revista Globo Rural
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