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Agricultura

Produtor de Arroio do Tigre é destaque nacional em matéria do Canal Rural

23.03.2021 14h38  /  Postado por: Elion Silva

O produtor Marco Antônio Dalmolin, de Arroio do Tigre, recebeu destaque em uma matéria do Canal Rural, que mostra que o Rio Grande do Sul será o 2º maior produtor de soja do país, segundo a Associação de Produtores de Soja do Rio Grande do Sul – Aprosoja-RS.

O material diz que Dalmolin foi um dos primeiros a dar a largada na colheita da soja no estado. Nesta safra, o grão foi plantado em 60 hectares da propriedade. “Estou colhendo a soja precoce, que tem um rendimento de, mais ou menos, 70 sacas por hectare”, afirma ao Canal.

Sobre o RS na 2ª posição no Ranking

No mais recente levantamento da safra de grãos para o ciclo 2020/2021, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é que o Rio Grande do Sul colha 20,066 milhões de toneladas de soja, crescimento de 75,4% em relação à safra passada (quando o estado teve forte quebra, devido a falta de chuva. Ainda assim, o estado ficaria em 3º entre os maiores produtores do grão do país, atrás do Paraná, que pode colher 20,231 milhões de toneladas. As informações são do Canal Rural.

Entretanto, o presidente da Aprosoja do estado está um pouco mais confiante no resultado positivo e pede atenção dos produtores para evitar problemas na colheita, por causa da pandemia de covid-19.

“Nós estamos na expectativa de colher a maior safra de soja da história do estado. Esse ano, vamos recuperar a 2ª posição na produção do Brasil. Por isso, façam o uso de um protocolo (contra a covid-19) indicado pelo seu médico, para que não tenhamos problema de pandemia, durante a nossa safra. Nosso pessoal é limitado, não temos muitas reservas para atuar nas lavouras, precisamos primar pela saúde dos nossos funcionários”, afirma Décio Teixeira.

Já a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) comemora a safra de soja deste ano, mas recomenda que os produtores fiquem atentos aos custos de produção.

“A perspectiva é muito boa e que possamos comercializá-la a preços justos, nestes patamares de hoje, muito superiores aos que nós vendemos no ano passado. Só colhemos para cumprir contratos. Nos preocupa o que está acontecendo nos custos de produção, com a inflação que vai fechar em 6,45%, ou seja, só em fevereiro. Se juntar três, quatro, cinco meses, vamos a dois dígitos de aumento da inflação. A taxa de crescimento da inflação dos custos é maior que a dos preços, ou seja, estamos perdendo margem, mesmo com os preços aumentando, isso é perigoso”, diz o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.

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