A medida foi tomada após a constatação de que algumas culturas mais sensíveis, como a uva, a maçã e a oliva, foram prejudicas por este tipo de agrotóxico por deriva, ou seja, quando a aplicação de defensivo agrícola não atinge o local desejado. Isto pode ocorrer por evaporação, escorrimento e/ou deslocamento para outras áreas através do vento.
O 2,4-D é utilizado em lavouras de soja. Porém, em algumas regiões, ele foi constatado em parreirais.
O controle foi estabelecido por meio de acordo entre o governo do Rio Grande do Sul com o Ministério Público. Instruções normativas foram publicadas no Diário Oficial do Estado no dia 5 de julho.
O produtor rural Cleber Francisco Piasentin, de Silveira Martins, estima uma perda de cerca de R$ 30 mil por mudas que foram atingidas pelo herbicida em sua propriedade. O problema teria surgido após a aplicação de um vizinho em sua plantação de soja. Como não conseguiu comprovar a origem, precisou arcar com o prejuízo.
O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) estima que o uso errado deste produto causou um prejuízo de mais de R$ 100 milhões no estado apenas em 2018.
