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Polícia

Vice-prefeito de Agudo é preso por suspeita de fraude em licitação

Vice-prefeito de Agudo é preso por suspeita de fraude em licitação
13.06.2018 15h03  /  Postado por: Magali Drachler

Em uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira, 13, nas regiões Central e Metropolitana, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 44 de busca, apreensão e de bloqueio de ativos contra um esquema de fraudes em licitações estruturado dentro da prefeitura de Agudo. O vice-prefeito Moises Kilian (MDB), conhecido como Foguinho, e mais cinco pessoas foram presas por suspeita de envolvimento nas irregularidades. Também são investigados na Operação batizada como Fogo Fátuo, assessores e motoristas, além de empresários do ramo de máquinas e peças contratados pelo município de Agudo mediante dispensa de licitação.

Segundo a Polícia Civil, também foram presos Luciana da Silva, do Setor de Licitações da Prefeitura, e José Luiz Rocha da Silva, servidor afastado por fraudes em concursos. Além deles, foram presas em flagrante outras três pessoas por porte ilegal de arma de fogo, duas em Agudo e uma na Capital. Kilian também foi detido por não ter permissão para portar uma arma. O motorista do executivo municipal Gilberto Flávio Streck não foi localizado e é considerado foragido por ter um mandado de prisão preventiva contra ele. O prejuízo estimado com a fraude pode chegar a Um milhão e 100 mil reais, considerando apenas os anos de 2015 e 2016 conforme auditoria do Tribunal de Contas do Estado.

A operação tem a finalidade de reprimir os crimes de corrupção ativa e passiva, peculato (quando envolve subtração ou desvio de verba pública por parte de servidores), fraudes licitatórias, organização criminosa e lavagem de capitais. Entre os bens apreendidos, estão documentos relacionados às dispensas de licitação e contratos administrativos pactuados entre o Poder Executivo de Agudo e empresas do ramo de peças e maquinários, além de notas de empenho e fiscais, agendas, anotações e telefones celulares dos principais investigados, além de possíveis objetos de origem ilícita, como armas de fogo. A investigação vem sendo feita há um ano pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (Deat) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O delegado Max Ritter, um dos responsáveis pelo caso, diz que a organização criminosa é suspeita de fraudar procedimentos licitatórios através da possível combinação de valores e da prática reiterada de fracionamento das compras. O grupo ainda buscava se enquadrar nos limites legais para dispensa de licitação com o objetivo de não demonstrar que estaria ocorrendo irregularidades. Além disso, em conluio com empresários previamente escolhidos, eram solicitadas notas fiscais com valores superfaturados, abrindo caminho para os desvios de recursos públicos investigados.

Na ação, os 35 mandados judiciais de busca, as nove ordens judiciais de bloqueio de ativos e os quatro mandados de prisão foram cumpridos nas cidades de Agudo, Santa Maria e Cachoeira do Sul, além de outros em Canoas e em Porto Alegre, na Região Metropolitana. A operação contou com 182 policiais civis.

 

Foto:Polícia Civil

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