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Política

Vereadores de Lagoão reprovam contas de ex-prefeito

Vereadores de Lagoão reprovam contas de ex-prefeito
Foto: Jornal Pampeano
13.08.2019 09h32  /  Postado por: Elion Silva

Na sessão da Câmara de Vereadores de segunda-feira, 12, os vereadores de Lagoão votaram em sua maioria pela reprovação das contas públicas da gestão do ex-prefeito Algilson Andrade da Silva (PP), referente ao ano de 2016.

A votação acompanhou o Parecer do Tribunal de Contas do Estado – TCE, que emitiu parecer favorável à aprovação das contas do vice-prefeito Antenor Anestor da Silva, e desfavorável as contas do ex-prefeito Algilson.

A Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização da Câmara de Vereadores de Lagoão também emitiu parecer desfavorável à aprovação das contas do ano de 2016 do ex-prefeito Algilson, acompanhando o perecer do TCE.

Votaram de acordo com o parecer do TCE e da Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização da Câmara, e pela desaprovação das contas do ex-prefeito os seguintes vereadores:

– Tiago Eduardo Mai Giarienti (Relator da Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização) – PDT

– Antônio Moacir dos Santos (presidente da câmara) – PDT

– Jessé Jesus Dalberto (vice-presidente da câmara) – PT

– Vilmar Garcia dos Santos (1º Secretário da Mesa Diretora) – PSDB

– Elson dos Santos ( 2º Secretário da Mesa Diretora) – MDB

Votaram contrários ao parecer do TCE e da Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização da Câmara, e pela aprovação das contas do ex-prefeito Algilson, os seguintes vereadores:

– Regimar Rodrigues (membro da Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização da Câmara) – PP

– José Vitor Elesbão (vice-presidente da Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização da Câmara) – PP

– Alexandre Hagemann de Azeredo (presidente da Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização da Câmara) – MDB

– Alessandro Nunes da Costa (membro da Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização da Câmara) – PDT

Antes da votação do Decreto Legislativo nº 02/2019, cuja ementa era o julgamento das contas do Poder Executivo de Lagoão do Exercício Financeiro de 2016 e dá outras providências, o presidente do Legislativo concedeu 20 minutos para explanação do ex-prefeito Algilson.

O ex-prefeito usou o tempo para relatar suas explicações, justificando os pontos apontados pelo TCE e corroborados pela Comissão de Finanças Orçamento e Fiscalização da Câmara, dizendo ao final que respeitaria os votos de cada vereador sem ressentimentos.

Ao final da sessão o prefeito Cirano de Camargo, presente na seção, foi convidado pelo presidente da câmara a se manifestar, e abriu sua fala afirmando. “Hoje pra mim não é um dia feliz. O que aconteceu hoje aqui não me traz nem um pouco de alegria. Mas quero dizer que há uns tempos atrás quando aqui nessa casa julgaram as contas do meu pai, que foi prefeito, lotaram essa casa para humilha-lo, até (foguetes) largaram pra comemorar. Mas hoje optamos por não fazer da mesma forma. O ex-prefeito Algilson foi aqui tratado com dignidade e respeito, coisa que não aconteceu com meu pai. Eu nem pensava em concorrer em eleição um dia, mas nesse dia, que fizeram essa humilhação foi que eu decidi concorrer. E Deus não dorme. Graças a Deus e a confiança do povo fui eleito.

Mas fiquei triste e chateado por algumas coisas que escutei aqui hoje. De pessoas que na época em que meu pai foi prefeito estavam juntos no governo e contribuíram para o que ocorreu no governo dele, de bom ou de ruim, e hoje votou contra. O vereador José Vitor, que deveria estar aqui mas já saiu. Na época em que julgaram as contas do prefeito Mário, disse que votava de acordo com o parecer do Tribunal de Contas, independente de quem que fosse. Hoje votou diferente. E após ouvir alguns pronunciamentos e posicionamentos aqui hoje, coloco novamente meu nome a disposição do partido”. DIsse.

Para reverter o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), era necessário no mínimo 2/3 dos votos (06 votos). Como teve quatro votos pela aprovação das contas e cinco pela desaprovação, as contas do exercício de 2016 do ex-prefeito Algilson foram reprovadas.

Pela legislação, a Câmara de vereadores deverá encaminhar cópia do Decreto Legislativo que manteve o parecer desfavorável das contas, para o Ministério Público (MP), Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE/RS) e para Justiça Eleitoral.

As informações são do Jornal Pampeano.

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