Ícone do site Rádio Geração

Sindicatos de policiais e professores se unem em rejeição a pacote de mudanças na carreira

Policiais militares, civis e professores, que por responderem pelo maior número de matrículas se tornaram os principais alvos do pacote do governador Eduardo Leite que visa reestruturar as carreiras do funcionalismo, se uniram em ofensiva às medidas a serem enviadas, nos próximos dias, à Assembleia Legislativa. Em reunião nesta terça-feira, as categorias rejeitaram por unanimidade o plano de reforma estrutural proposto pelo Executivo.

As alterações na contribuição previdenciária e o fim das gratificações acumuladas foram criticadas pelos servidores. “O projeto é tão ruim, que não apresentamos contraproposta”, avaliou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, durante a reunião com os representantes da segurança pública.

O diretor da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar ressalta que as medidas prejudicarão todas as categorias, mas chama a atenção para um dado curioso. Segundo o diretor Ricardo Agra, a cada cinco policiais que fazem trabalho ostensivo, três recebem hora-extra. O corte total do pagamento por hora adicional é uma das medidas previstas no pacote de reestruturação do governo.

“Nossa avaliação é que esse pacote de medidas do governo é extremamente prejudicial, diminuindo salários e aplicando aumento de alíquotas previdenciárias. Na semana passada, já entregamos ao vice-governador o nosso não ao projeto”, complementa. Representantes da entidade vêm buscando apoio junto a vereadores de cidades do interior, incluindo PTB, PSDB e PP, que compõem a base do governo. A ideia é fazer pressão sobre os parlamentares.

Uma nova reunião entre os sindicatos deve ocorrer em 14 de novembro. No dia 26, as categorias prometem se unir em uma mobilização conjunta.

*Rádio Guaíba

Sair da versão mobile