Segurança pública é o item que mais afeta a competitividade das empresas no RS, aponta pesquisa
A atual precariedade no sistema público de segurança tem comprometido o ritmo de investimentos e crescimento econômico do Rio Grande do Sul. Esse foi o principal resultado da Pesquisa de Competitividade Regional realizada pela Amcham Brasil (Câmara Americana do Comércio no Brasil), durante o mês de julho, junto a presidentes e dirigentes de 100 empresas de portes e segmentos variados. A Amcham reúne 5 mil empresas sócias, sendo mais de 800 empresas só no RS.
Perguntados sobre quais as principais desvantagens competitivas do Rio Grande do Sul em relação aos outros estados brasileiros, o item segurança pública aparece para 49,57%, sendo o fator que impacta de forma mais significativa o resultado comercial das empresas locais, ou até as perspectivas de realizar novos investimentos. A falta de uma rede integrada de transportes também é um problema para 23,48% dos respondentes.
O levantamento da Amcham-Porto Alegre mostra também que, na percepção dos entrevistados, outro grande problema do Estado é a Educação (22,12%). Questionados sobre os principais entraves que as empresas enfrentam no cumprimento de suas obrigações, 55,15% dos empresários destacam a burocracia, seguida da regulação deficiente e inadequada.
A pesquisa também identificou que, apesar dos gargalos existentes, o RS é visto como um polo regional estratégico. A força competitiva, segundo 56,52% dos empresários, está na presença forte de universidades de ponta e centros de tecnologia; e na mão de obra qualificada, apontada por 53,04% dos respondentes. Outros diferenciais são a proximidade de grandes empresas, as facilidades logísticas, a infraestrutura e a mobilidade urbana.
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