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Safra de pinhão do RS também deve trazer as marcas da estiagem

Foto: Rejane Paludo / Emater / Divulgação

É no inverno que o pinhão ganha frequência à mesa, mas vem do verão uma influência que pode impactar a safra deste ano no Rio Grande do Sul. A falta de chuva, que causou estragos em diferentes culturas, também afetou o desenvolvimento da semente – ainda que em 2022 o déficit hídrico tenha sido mais intenso.

Na Serra, onde se concentra a produção do pinhão no Estado, a projeção é de uma safra semelhante a do ano passado, ou com redução de 10% a 30%, observa Adelaide Ramos, assessora técnica em manejo de recursos naturais da Regional da Emater de Caxias do Sul.

– Foram quatro anos em que houve déficit hídrico no período de fecundação e desenvolvimento das pinhas (o que influencia diretamente na produtividade das araucárias) — esclarece a assessora técnica.

A dificuldade em estimar o tamanho de perdas está na distribuição da chuva, que foi desparelha, acrescenta Adelaide:

– Foi assim na soja e no milho. Houve municípios que perderam muito, pouco, e, outros, nada.

Tanto que, em São Francisco de Paula, principal produtor do Estado, o agricultor Gabriel Mira da Rosa espera uma colheita “um pouco melhor”:

– Olhando para os pinheiros, dá para ver que tem mais pinha. Como nem todas debulharam ainda, fica difícil uma previsão.

Outro fator que também alimenta expectativas tem relação com a característica de alternância da araucária: a cada três anos, produz safra cheia.

Em relação ao preço, está superior ao do ano passado. A começar pelo reajuste do preço mínimo feito pelo Ministério da Agricultura. O quilo está R$ 4,05, quase 27% maior do que o estabelecido em 2022.

Novidade deste ano

Neste ano, a exemplo de Santa Catarina e Paraná, o Rio Grande do Sul permitiu a antecipação da colheita e da venda do pinhão. Normalmente iniciada no dia 15 deste mês, começou no dia 1º. O objetivo é proteger a espécie, em extinção, e que as famílias que dependem dessa atividade extrativista consigam colher por mais temp

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