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Rio Grande do Sul é zona livre de febre aftosa sem vacinação

O processo para retirada da vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul teve início em 2019, quando o Ministério da Agricultura remanejou o calendário do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, lançado em 2017, e que prevê a retirada total da vacina do território brasileiro até 2026. No Estado, houve um longo processo de negociação com as entidades representantes dos produtores e também de ajuste da estrutura de inspeção sanitária.

Entidades como a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e a Federação Brasileira dos Criadores de Animais de Raça (Febrac) fizeram assembleias com seus associados para explicar o que a retirada da vacina significava e ter uma posição consolidada do setor a respeito da mudança. Hoje, com a confirmação do novo status, o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, afirma que agora o Estado passa para uma situação de atenção redobrada. “É uma grande conquista, mas teremos de reforçar a vigilância, tanto do lado do produtor quanto da fiscalização oficial”, afirma. O dirigente não vê benefícios imediatos do novo status para o pecuarista de gado de corte, mas reconhece que mais adiante será possível conquistar mercados importantes como o do Japão. “Quem se beneficiará imediatamente é a suinocultura, que poderá vender cortes com osso para mercados onde isso não era permitido”, completa.

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