Depois de um mês e meio de “noivado” com o governo e “teste” no cargo, a atriz Regina Blois Duarte foi nomeada secretária especial da Cultura da gestão de Jair Bolsonaro. O decreto que formaliza a atriz na função está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira.
Regina Duarte será empossada no cargo em solenidade no Palácio do Planalto marcada para começar as 11h desta quarta. A atriz assume o lugar do dramaturgo Roberto Alvim, demitido em 17 de janeiro após parafrasear o nazista Joseph Goebbels em discurso, o que provocou forte repercussão negativa em diferentes setores da sociedade.
Primeiras demissões
O mesmo Diário Oficial da União que traz a nomeação da atriz publica as primeiras demissões feitas por orientação da nova titular da pasta. Entre os profissionais de diversos órgãos ligados à Secretaria Especial da Cultura exonerados estão Dante Mantovani, até então presidente da Funarte – e que disse que o rock induz às drogas e ao satanismo; Camilo Calandreli, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura; e Paulo Cesar Brasil do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Museus.
Muitos dos aliados de Roberto Alvim ainda ocupando cargos na Secretaria Especial da Cultura não foram convidados para a posse da nova secretária. E alguns dos nomes exonerados hoje foram avisados na terça-feira, por telefone. Sérgio Camargo, o polêmico presidente da Fundação Palmares – que disse que a escravidão foi benéfica aos descendentes e que não existe racismo no Brasil -, está confiante que fica.
Ele chegou a ser afastado momentaneamente do cargo pela justiça. Na semana passada, Camargo já se movimentava para formar uma nova equipe alinhada às suas ideias. Em post publicado no Facebook, nessa terça-feira, ele diz que tem o “respaldo do presidente Jair Bolsonaro e do secretário do Turismo Marcelo Álvaro Antonio”. A Fundação Palmares é ligada à Secretaria Especial da Cultura que, por sua vez, é subordinada ao Ministério do Turismo.
*correio do Povo
