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Por que homem que morreu em frente ao hospital atualizava tornozeleira no local

Por que homem que morreu em frente ao hospital atualizava tornozeleira no local
11.01.2019 09h30  /  Postado por: Magali Drachler

O assassinato de um homem em frente ao Hospital Candelária na última terça-feira, 8, levantou questionamentos sobre o local escolhido para atualizar a tornozeleira eletrônica utilizada pela vítima. Antônio Gomes Rios, de 48 anos, morava no interior de Candelária, e como o sinal de GPS era fraco, ia pelo menos uma vez por semana ao local para calibrar o aparelho. No entanto, a juíza responsável pela Vara de Execuções Criminais (VEC) Regional de Santa Cruz do Sul diz que não tinha conhecimento sobre o acordo.

Segundo o delegado penitenciário regional, Andreo Camargo, a tornozeleira eletrônica de Rios costumava ser atualizada no Presídio Estadual de Candelária. No entanto, em maio do ano passado duas pessoas foram mortas em frente ao local. Além disso, o irmão dele, Vilmar Gomes Rios, foi atingido por um tiro durante o atentado. Antônio também estava calibrando o equipamento no momento dos disparos, porém, não era o alvo naquele dia.

Após o crime no presídio, Rios solicitou ao Instituto Penal de Monitoramento Eletrônico (IPME) a mudança do local de atualização da tornozeleira. Conforme o delegado, a vítima alegou que se deslocava com frequência para atendimento médico ou para acompanhar familiares ao hospital e, por isso, a casa de saúde teria sido colocada como ponto de referência. “O local foi definido como referência ao operador. O hospital não era o local de atualização, mas sim era a referência de localização do apenado, uma vez que ele por necessidade própria estaria lá”, alega o delegado.

No entanto, conforme a juíza Luciane Inês Morsch Glesse, responsável pela Vara de Execuções Criminais (VEC) Regional de Santa Cruz do Sul, quando o apenado passa a usar tornozeleira, a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) traça uma rota em que ele pode ir. Após, os locais onde o apenado irá passar vão para a VEC, onde são aprovados e homologados, ou não. “A rota não previa o hospital, as atualizações tinham que ser feitas no presídio”, argumenta a juíza.

O delegado penitenciário alega que existem diferentes formas de monitoramento. Em alguns casos, o apenado trabalha e, por isso, tem uma rota definida. No caso de Antônio, ele se deslocava do interior para a cidade para fazer a atualização. A referência era o hospital, porém se a Susepe aprovasse, ele também podia ir a bancos, estabelecimentos e outros locais. “Esse tipo de procedimento não é de praxe comunicar o juiz, porque isso é uma questão de ajuste interno. A gente só comunica ou pede autorização quando é mudança de rota. E ele não tinha rota definida”, diz.

Fonte: Portal Gaz.

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