Conforme a Polícia Civil, ao que parece, veio em lugar do “falso sequestro” ou do “falso parente que estragou o carro em viagem”. Trata-se do “Golpe no Tio”.
Algum falso perfil inicia contato por redes sociais com homens, via Facebook, WhatsApp ou outras redes. Na foto, uma desconhecida, bela e jovem. A auto-estima sobe, o destinatário “se acha o cara” e só perceberá depois que caiu numa cilada. Conversa vai, conversa vem, há trocas de mensagens, propostas, fotos, fotos íntimas.
Daí começa a segunda etapa:
Alguém, fazendo-se passar por um policial, inicia a chantagem pedindo dinheiro para não investigar a “pedofilia”, dizendo que a jovem tem 13 anos, que isso é crime, que conhece seus dados pessoais e familiares, e exige depósito bancário.
Depois, liga alguém fazendo-se passar pelo “pai indignado”, que descobriu tudo, e exige dinheiro, novo depósito.
O seguinte é alguém fazendo-se passar por advogado do pai, também pedindo dinheiro. E assim segue. Quanto mais fraco estiver a vítima, mais vulnerável e mais suscetível, mais depósitos exigem.
Nessa história toda, vão-se dois ou três dias de conversas, extorsões e tortura psicológica. Depósitos são feitos. A vítima então decide procurar a polícia.
Os casos registrados em Vacaria/RS, por exemplo, partem de telefones da área 51. São exigidos depósitos sucessivos. Só uma vítima depositou RS 20 mil.
Há duas linhas de investigação:
Os telefones, de onde partem as ligações (mas aí a mesma dificuldade dos golpes de falso sequestro) e as Contas bancárias indicadas para depósito.
E como as pessoas em geral se expõe nas redes sociais, dados da vida privada são utilizados na extorsão, o que só aumenta o apavoramento da vítima.
