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A greve nacional dos petroleiros contra a política de preços de derivados da Petrobrás começou aos primeiros minutos desta quarta-feira, 30, em diversas refinarias e terminais da empresa.
Os trabalhadores não entraram para trabalhar nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).
Também não houve troca dos turnos nas refinarias de Suape (PE) e Paranaguá (PR).
Na Bacia de Campos, as informações iniciais eram de que os trabalhadores também aderiram à greve em diversas plataformas.
O movimento prossegue pela manhã, quando estão previstas paralisações nas demais bases do Sistema Petrobrás.
Também nesta quarta-feira, 30, serão realizados atos e manifestações em apoio e em solidariedade à luta dos petroleiros contra a política de preços imposta pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente, que gerou uma escalada de aumentos abusivos no gás de cozinha e nos combustíveis.
Impacto
O Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) informou que não foram efetuadas as trocas de turnos da Replan às 23h30 de terça-feira (29) e nem às 7h30 desta quarta (30). Desta forma, os funcionários que entraram para trabalhar às 15h30 de terça continuam no local.
Na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, a movimentação de caminhões de combustíveis também acontece normalmente nesta manhã.
Em Minas Gerais, o coordenador do sindicato da categoria, Anselmo Braga, informou que a Refinaria Gabriel Passos (Regap) está funcionando. Mais cedo, ele havia dito também que os funcionários estavam sendo impedidos de entrar no local. Depois, ele corrigiu a informação e disse que a paralisação era espontânea.
O Sindipetro, em Paulínia, informou às 8h desta quarta-feira que não foi informado sobre a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que proíbe a greve iniciada e diz que cumpriu todas as prerrogativas legais do início de uma paralisação.
Os grevistas estão abordando os funcionários que chegam à Replan em ônibus fretados para convencê-los a não entrar na refinaria. Alguns estão descendo dos ônibus e outros seguem para dentro da refinaria. Os veículos não estão sendo impedidos de entrar pelos grevistas.
Trabalhadores da Refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos (SP) se concentraram em frente à portaria da unidade e participaram de uma assembleia. Durante a paralisação, um mínimo de efetivo deve continuar trabalhando por questões de segurança, pois a refinaria não pode ficar parada.
Petroleiros fizeram um ato pacífico em frente à Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco. Segundo Rogério Almeida, coordenador do Sindpetro PE/PB, a adesão ao movimento grevista é parcial e não afeta a produção.
A Refinaria de Caxias (Reduc) opera normalmente. De acordo com Luciano Leite, diretor do Sindspetro Caxias, apenas alguns petroleiros aderiram à paralisação e as empresas já chamaram funcionários extras para não comprometer a produção.
No Rio de Janeiro, trabalhadores das plataformas da Bacia de Campos, do terminal de Cabiúnas e bases de terra, participam da paralisação, mas a assessoria de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) não soube informar sobre o percentual de adesão dos trabalhadores ao movimento.
O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) realiza um protesto na entrada da sede da Petrobras, na Reta da Penha. Segundo o diretor do Sindipetro-ES, Valnisio Hoffman, a paralisação não vai afetar a população. “As unidades estão fazendo cortes de rendição e os trabalhadores não entram. Mas quem continua lá dentro está produzindo. Não terá nenhum prejuízo para a população”, disse.
O sindicato da categoria no Sergipe informou que há concentrações de trabalhadores em greve na unidade Tecarmo, na Zona de Expansão de Aracaju; na sede da Petrobras, na Rua Acre, também na capital; na Fábrica de Fertilizantes (Fafen), em Laranjeiras; e na unidade de Carmópolis. Nesses locais, apenas os terceirizados estão trabalhando.As informações são do G1.
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