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Polícia

Operação Clandestinos prende grupo criminoso em Cruz Alta

Operação Clandestinos prende grupo criminoso em Cruz Alta
06.09.2019 08h55  /  Postado por: Magali Drachler

A Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (DECRAB) de Cruz Alta desencadeou no dia de hoje a operação Clandestinos com intuito de desmantelar grupo criminoso que atua na região de Cruz Alta e municípios vizinhos praticando furtos a propriedades rurais. O grupo tem como especialidade atacar os pivôs dos sistemas de irrigação das lavouras, subtraindo o cobre existente no sistema. Foram cumpridos oito mandados de prisões preventivas e sete mandados de busca e apreensão, todos em Cruz Alta.

HISTÓRICO DOS FATOS

No biênio 2018/2019 foram registradas mais de 30 ocorrências desta espécie de furto somente na área da 5ª RP. A região de Cruz Alta é essencialmente agrícola, com extensas áreas destinadas à agricultura e uma concentração grande de pivôs, que são utilizados para a irrigação das lavouras. Assim como ocorre nos furtos dos cabos de telefonia e de rede elétrica, o objetivo dos criminosos é o cobre, metal que depois é vendido para empresas que trabalham com o recebimento deste tipo de material. Em cada ação criminosa o grupo chegava a extrair de 200 a 300 Kg de cobre. O valor pago pelo referido metal pode chegar a R$20,00 o Kg. Em compensação o prejuízo causado aos produtores é severo, na casa de dezenas de milhares de reais em cada ação, sem contar o prejuízo para a lavoura.

A INVESTIGAÇÃO

Foram cerca de 8 meses de investigação, com inúmeras diligências, quebras de sigilo, perícias, e outras ordens judiciais que demostraram que o grupo criminoso estava bem articulado para a pratica dos crimes. Os indivíduos costumavam circular pelas localidades durante o dia e escolher os alvos. A ação era sempre noturna e com emprego de veículo para transportar o material subtraído. Após o crime o material era dividido entre os integrantes do grupo. Alguns dos alvos trabalham com recebimento de sucatas, o que facilitava o mascaramento da ilicitude, já que depois de limpo (separado da borracha), fica difícil apontar se o cobre é produto de crime. A atividade era bastante lucrativa, tanto que os indivíduos planejavam comprar um veículo que seria utilizado somente para a prática de crimes. No curso da investigação também foram apuradas práticas de abigeato e participação em rinhas de galos por integrantes do grupo.

Com a coordenação do Delegado Rafael dos Santos, foram empregados 50 policiais civis e duas guarnições da Polícia Ambiental.

Fotos: Polícia Civil

 

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