O advogado, Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, disse hoje pela manhã, no julgamento do recurso do ex-presidente, “que se houve alguma situação que pudesse tangenciar o ilícito legal, não foi da parte da defesa ou de terceiros, mas em várias situações que ocorreram em prejuízo à defesa, o que não se pode admitir”. As informações são do G1.
Disse que o juízo jamais afirmou na sentença que os valores nos contratos da Petrobras foram utilizados para pagar vantagens indevidas ao ex-presidente. Por isso, a competência jamais poderia ter existido.
O advogado de Lula, disse que a ação nasceu num powerpoint. “Se acusação tem alguma motivação política, e no caso tem, não precisa a defesa identificar”. Cristiano Zanin Martins, disse ainda que “o poder do estado tem limite, e não pode ser utilizado desta forma”. Colocou também que não há nenhuma prova no processo que verifica o caminho do dinheiro.
O advogado Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, disse que o juiz Sérgio Moro, “ao proferir a sentença construiu uma acusação própria”. Falou que na sentença há uma completa distorção sobre a vantagem indevida.
Zanin destacou que a denúncia dizia que Lula tinha recebido a propriedade do triplex, mas a sentença fala em atribuir o imóvel – “esta palavra não tem relação com o objeto da acusação, O réu se defende daquilo que consta do objeto da denúncia.”
“O juiz não pode criar uma nova acusação só para condenar o réu, porque foi assim preestabelecido. Mas isto e isto ocorreu”, disse Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula.
Zanin sustenta que supostos atos de corrupção passiva por parte de Lula nunca foram comprovados. “Não houve uso da função pública para recebimento de vantagem indevida”.
O defensor de Lula, diz que “não, o triplex não é do ex-presidente Lula. Todos nós sabemos que o triplex pertence e sempre pertenceu à OAS”. Ainda criticou o fato de a sentença se basear apenas no depoimento de Leo Pinheiro para determinar que houve um pacto de corrupção e afirmou que a palavra de Pinheiro não serve para incriminar Lula ou quem quer que seja. O advogado questionou porque a palavra de Leo Pinheiro pode valer e o tribunal negou ouvir outras pessoas.
O advogado do ex-presidente disse que o processo é nulo, gerando uma sentença nula, e que não houve a prova da culpa, mas sim a prova da inocência e finalizou pedindo que a inocência do ex-presidente seja reconhecida.
Ouça parte da fala no player acima.
No julgamento, advogado de Lula diz que ‘acusação tem motivação política’

