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Municípios gaúchos sofrem reflexos da crise do desabastecimento e setor primário é o mais prejudicado

O presidente da Famurs e prefeito de Rio dos Índios, Salmo Dias de Oliveira, disse que quase todas as administrações municipais foram impactadas com o desabastecimento em virtude da greve dos caminhoneiros. Assim como disse que não se tem dimensão dos prejuízos, mas que a agricultura é a que está sofrendo mais perdas. “O setor primário é o mais prejudicial e está sofrendo as maiores consequências, gerando uma destruição da matriz produtiva do interior do Rio Grande do Sul. O segmento leiteiro está sendo obrigado a descartar toda a sua produção e não conseguem escoar a produção. A criação de aves e suínos está ameaçada, pois os animais estão sofrendo com a fome, havendo casos de canibalismo por falta de ração”, disse Salmo.

 Uma pesquisa feita pela Famurs sobre a crise de desabastecimento nos municípios gaúchos revela que 84 prefeituras decretaram estado de calamidade pública e 141 situação de emergência, devido à greve dos caminhoneiros. Os dados são oriundos de questionário respondido por gestores de 399 das 497 cidades no Rio Grande do Sul. Além das prefeituras que já decretaram calamidade (37%) ou emergência (63%), outras 108 podem vir a adotar estas medidas caso não haja normalização no abastecimento.

Fonte: Famurs Foto: Adriana Gavoglio

Ouça a entrevista no player acima.

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