Integrantes da direção acreditam que protestos mostram disputa por poder no Inter
A política não respeita o tempo de reconstrução do Inter. Nem a premente busca por pontos no Campeonato Brasileiro para evitar uma perigosa aproximação com a zona de rebaixamento. Com a eleição marcada para o final do ano, as disputas nos bastidores já se iniciaram com força. Nessa terça-feira, por exemplo, foram feitas manifestações, inclusive durante o treino do grupo de jogadores, à tarde, no CT Parque Gigante. Segundo integrantes da direção do clube, são resultado da competição pelo poder.
Pela manhã, uma faixa foi suspensa em um passarela sobre a avenida Goethe: “Time em construção. Até quando?”. A frase é uma resposta às declarações do presidente Marcelo Medeiros e do vice de futebol, Roberto Melo, que, após a queda na Copa do Brasil, disseram que o time ainda não está pronto.
Depois, à tarde, cerca de 50 torcedores, a maioria identificada com roupas de torcidas organizadas, realizou um protesto fora do CT Parque Gigante, onde os jogadores faziam o primeiro treino após a derrota para o Palmeiras, domingo. Em uma faixa, pediram a saída de Melo do cargo. Além disso, protestaram contra alguns jogadores, mais notadamente Camilo e Nico López.
Para completar, a base de apoio à gestão de Medeiros está ruindo. Nas últimas semanas, ela perdeu os vice-presidentes José Aquino Flores de Camargo e Eduardo Lacher, que deixaram os cargos. O movimento Povo do Clube trocou a Situação direto pela Oposição sem escalas. As informações são do Correio do povo.
Foto: Eurico Quadros / Especial Rádio Guaíba / CP
