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Saúde

“Hoje eu posso tudo”, diz Maira Jost após transplante duplo de pâncreas e rim

10.10.2019 10h04  /  Postado por: Elion Silva

A história de perseverança, determinação e exemplo da moradora de Tunas, Maira Foletto Jost, 29 anos, iniciou aos 12, quando foi atingida pelo diabetes. Em 2012 veio a pancreatite. Em 2015 veio as complicações como “Retinopatia”, que afeta os olhos, e “Insuficiência Renal” que afeta os rins. Entre 2015 e 2017, Maira ficou em tratamento conservador, cuidando da alimentação. Em 2017 começaram as hemodiálises para a remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue. Com o apoio da secretaria de Saúde de Tunas, ela viaja três vezes por semana, inicialmente para Passo Fundo e depois Soledade. Nesse período de dois anos e quatro meses, a jovem ficou na fila de transplante duplo de pâncreas e rim no Rio Grande do Sul.

Mudança para São Paulo

No fim de 2018 em uma de suas consultas em Porto Alegre, Maira recebeu a notícia de que o transplante duplo poderia demorar muito. Por estar fazendo hemodiálise há dois anos, ela foi incentivada a fazer apenas o transplante do rim. “Essa orientação me deixou muito triste, de coração partido. Eu sabia, com toda minha caminhada, que a minha necessidade era pâncreas, por que meu diabetes era muito agressivo”, conta.

Emocionada, ela diz que então resolveu entrar em contato com o Dr. Marcelo Perosa de Oliveira, em São Paulo-SP. Ela contou toda sua batalha para o especialista, que resolveu acolher o caso. Ela então, precisou se mudar para a capital paulista, onde ficou dois meses na espera, até que no dia 15 de agosto, foi chamada para o procedimento.

Vida nova

Eu sempre tive a certeza, no meu coração, que conseguiria. Precisei mudar de Estado, largar a família e ir em busca do meu sonho[…] a minha vida mudou totalmente. Desde o primeiro dia sem diabetes, sem uso de insulina, sem hemodiálise, com muito menos medicamentos, pressão e triglicerídeos em dia, foi como se fosse um renascer. Como viver de novo, uma qualidade de vida que eu nunca tive. Há 18 anos fui diabética e hoje não sou mais. Hoje eu posso tudo”, afirma.

Ouça no player acima a entrevista feita pela Repórter Cladimara Bohrer.

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