Greve dos servidores estaduais do RS pode se estender por tempo indeterminado
A coordenação do movimento unificado, entidade que representa 44 categorias de servidores públicos estaduais promoveu coletiva de imprensa nesta segunda-feira (31/08) para fazer um balanço do primeiro dia de greve. O encontro ocorreu na sede da Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do RS (Fessergs) que contou com a presença do seu presidente Sérgio Arnoud e representantes dos professores, susepe e saúde. Sergio Arnoud falou da indignação dos servidores e da possibilidade de não haver retorno ao trabalho no próximo dia 04 de setembro, data prevista para o fim desta paralização. Quanto aos serviços essenciais para a população como saúde e segurança, o presidente do Fessergs diz que não está sendo possível manter o efetivo mínimo de 30% durante a greve. A presidente do Cpers, sindicato dos professores do estado do RS, Helenir Shurer, diz que a categoria quer apenas receber, de forma integral, o salário em dia. A categoria é contra o aumento de impostos. Na opinião de Helenir, o estado perde R$ 7 bilhões por ano com uma fiscalização ineficiente da cobrança dos impostos. Por fim, a dirigente sindical diz que a parcela de R$ 600 do salário de agosto não dá para sustentar uma família.
No fim da tarde desta 2ª feira, ocorreu outra reunião do Movimento Unificado que sinalizou com a prorrogação da paralização dos servidores estaduais até a próxima sexta-feira, 04 de setembro. Na manhã desta quinta-feira, 3 de setembro, conversamos com a representante do CPERS na nossa região, Silvia Dalberto, que estava em Porto Alegre em uma reunião sobre o tempo da greve. As 9:30 da manhã acontecia audiência pública sobre o plano plurianual, onde houve a participação da região. Segundo ela, o problema do Estado não são os Servidores Estaduais, como alguns veículos estão ressaltando. Haverá greve até o dia 11 de setembro, inicialmente, já que mesmo com as condições de pagamento do salário, ele está sendo parcelado. O Cpers está fazendo o mesmo que foi feito no Governo de Tarso Genro (PT), onde houveram várias assembleias para discussão sobre o pagamento dos servidores. A tentativa é de assegurar os direitos, e explica o que foi decidido em Conselho Geral.
Edson de Souza/Bianca Conrad
