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Empresário é indiciado por forjar furto de armas em loja de Cruz Alta

Divulgação

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) concluiu o inquérito do caso de um empresário que teria forjado o furto de 49 armas em sua própria loja de caça, tiro e pesca em Cruz Alta, no dia 9 de fevereiro deste ano. O comerciante permanece detido desde 17 de fevereiro em operação conjunta da Polícia Civil e Brigada Militar. A totalidade das armas desviadas ainda não foi recuperada.

Seis pessoas foram indiciadas, incluindo o empresário e uma liderança criminosa regional. As penas somadas podem chegar a 28 anos de reclusão. A investigação mostrou a simulação do furto com o objetivo de desviar armas para uma facção criminosa atuante na região.

A instrução policial verificou graves distorções e incoerências na versão apresentada pelo proprietário da loja no dia do suposto furto, desde o levantamento de local de crime até lacunas em seu depoimento. A investigação mostrou ainda que pessoas com antecedentes policiais adquiriram armas e munições, além de incompatibilidade nas anotações de uso de munições no estande de tiro do empresário e armas vendidas legalmente e não entregues a pessoas de boa-fé, falsamente indicadas como furtadas.

A investigação baseou-se em quebras e extrações de dados telefônicos e telemáticos, análise documental, depoimentos e atividades de campo. O inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário e Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).

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