A estiagem que atinge o Centro Serra desde do fim de 2019 faz com que a Emater de Arroio do Tigre realize vistorias para laudos de Proagro – Programa de Garantia da Atividade Agropecuária. Conforme o extensionista rural Roberto Plasido, nos últimos trinta dias foram realizadas 195 perícias, em lavouras de soja (128), milho (59) e feijão (8). A previsão é de que aproximadamente 250 documentos sejam emitidos.
“São números parciais, mas acreditamos que as vistorias vão aumentar, por causa do milho safrinha que é uma das culturas mais atingidas pela falta de umidade”, explica.
Os animais também sofrem com a falta de água. Os agricultores além de perdas nas culturas também convivem com as fontes de água secando. O extensionista rural explica o que tem sido feito no sentido de auxílio.
“Encontramos relatos no interior, que as melhores fonte, que abasteciam várias famílias, já estão secando. E tentamos ajudar na identificação de novas fontes para que possam atender o mínimo necessário dessas famílias” conta.
O extensionista Rural, Ismael Begrow, relata que a soja precoce tem perda que varia até 40%, mas no geral 60% de quebra, dependendo do tipo de solo e forma de cultivo. O milho safra chegou render de 80 a 100 sacas por hectare, já o safrinha a perda é de 70%. Feijão tem perda expressiva. Ele lembra ainda da produção de leite, prejudicada pela falta de pastagem.
“Não se vê mais a pastagem verde natural. Tudo está seco. O agricultor inclusive está cortando esse milho que não vai dar grão (para tratar o gado)”, finaliza.
O tabaco também teve perdas, nem tanto em produção como em qualidade, ressaltou Begrow, lembrando não ser uma cultura analisada pela Emater.
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