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Em 1959, episódio de chuva deixou 94 mortos em Candelária (Passa Sete) e Sobradinho

Foto: CP Memória

O governo do Rio Grande do Sul afirmou que a passagem do ciclone pela costa gaúcha entre quinta e sexta-feira da última semana foi o maior desastre climático da história do estado em número de mortos com 15 vítimas fatais. O desastre afetou dois milhões de pessoas, deixou 3,2 mil desabrigadas e ainda fez com que 4,3 mil gaúchos ficassem desalojados com destruição em várias cidades.

O ciclone foi um dos maiores desastres climáticos da história do Rio Grande do Sul em vítimas, inclusive superando episódios célebres como o furacão Catarina, mas por nenhum critério é o maior desastre da história do estado, seja econômico, abrangência ou vítimas fatais. As estiagens dos últimos anos foram desastres com muito maior prejuízo econômico que a atuação do ciclone. Em abrangência e impactos, nenhum episódio supera a enchente de 1941 que deixou um terço de Porto Alegre sob as águas e inundou como jamais antes grande número de cidades do estado.

Há dois desastres, um no continente e outro na costa, com mais mortes por um evento extremo meteorológico que o ciclone da última semana. As chuvas ocorridas em setembro de 1959 no Rio Grande do Sul e um naufrágio na costa gaúcha no século 19.

Em setembro de 1959, episódio extremo de chuva deixou 94 mortos nos municípios de Candelária e Sobradinho, no Vale do Rio Pardo. Era madrugada de domingo, dia 26 de setembro, quando após horas de chuva torrencial o nível do Rio Pardo subiu rapidamente e levou tudo o que havia em suas margens em uma região de relevo acidentado.

A combinação de solo encharcado com chuva em excesso provocou uma das maiores tragédias da história gaúcha. Famílias inteiras que moravam perto do Rio Pardo e de seus pequenos afluentes, que também inundaram, acabaram morrendo. Segundo resgate histórico do jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, publicado em janeiro de 2015, oficialmente foram 94 mortes, sendo 54 em Candelária e 40 em Sobradinho. “No entanto, o número pode ser maior porque várias pessoas desapareceram e nunca mais foram vistas”, relatou o jornal. Trecho da edição de 70 anos do jornal de Gazeta do Sul de 26 de janeiro de 2015.

Naquele episódio, o número de flagelados chegou a 316. As localidades mais atingidas pelo temporal de setembro de 1959 foram Serra Velha, Costa do Rio, Quilombo, Linha do Rio, Picada Karnopp, Salso, Passa Sete, Facão, Arroio Grande, Rebentona e Faxinal. Hoje, parte dessa região pertence ao município de Passa Sete.

Trecho da edição de 70 anos do jornal de Gazeta do Sul de 26 de janeiro de 2015

Em Candelária, os prejuízos foram calculados na ordem de 15 milhões de cruzeiros à época. Oficialmente, 94 pessoas morreram, mas as buscas por vítimas se encerraram quando ainda havia um número incerto de desaparecidos. Entre as histórias dramáticas do episódio, o soterramento de uma família inteira, com a morte de dois adultos e 15 crianças

Fonte: METSUL Meteorologia https://metsul.com/verificamos-ciclone-nao-foi-o-desastre-climatico-mais-fatal-do-rs/ .

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