A região 27, que abrange os municípios de Sobradinho, Arroio do Tigre, Estrela Velha, Ibarama, Segredo, Lagoa Bonita do Sul, Passa Sete, Cachoeira do Sul, Caçapava, Cerro Branco, Encruzilhada e Novo Cabrais, passou da bandeira amarela (risco baixo) para a bandeira laranja (risco médio) no distanciamento controlado.
Devido à piora nos indicadores da Covid-19 cinco regiões migraram para bandeira vermelha (risco alto) na sétima rodada do distanciamento controlado.
O mapa preliminar foi divulgado pelo governador do Estado Eduardo Leite em transmissão ao vivo pela internet no fim da tarde deste sábado, 20. Nesta segunda-feira 22, o Gabinete de Crise fará nova análise e vai divulgar as bandeiras definitivas, que serão vigentes de 23 a 29 de junho.
Com o avanço da doença, o Rio Grande do Sul apresenta uma predominância de bandeiras laranja e vermelha. Ao todo, 12 das 20 regiões sofreram mudanças nesta rodada. Contudo, segue sem nenhuma bandeira preta (risco altíssimo).
Em Cachoeira do Sul, com o registro de quatro hospitalizações para Covid-19, a trava que garantia a redução de um nível de bandeira foi perdida, tornando a região em situação de bandeira laranja.
Oito regiões tiveram piora na classificação final e, portanto, terão maiores restrições de suas atividades. Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, Canoas e Palmeira das Missões, que estavam em bandeira laranja foram para vermelha. E três, Pelotas, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul, passaram de amarela para laranja.
Quatro regiões tiveram redução de risco: Caxias do Sul e Uruguaiana, que eram as duas únicas regiões com bandeira vermelha após revisão de dados pelo governo, apresentaram melhora em indicadores e migraram para bandeira laranja. Bagé e Santa Rosa sairam da bandeira laranja para amarela.
As demais regiões não tiveram alteração na sua bandeira final. Apenas Taquara manteve bandeira amarela entre as últimas duas semanas.
“Na Região Metropolitana, fica bem claro que estamos vivenciando um momento bem delicado. Desde o início de junho, estamos com uma curva ascendente de casos confirmados de Covid em UTI. Por isso, todos precisam ter muita atenção e adotar cuidados mais rigorosos, tanto os cidadãos como as prefeituras, para que se estabilize essa disseminação do vírus. Precisamos interromper esse crescimento, porque senão vai levar a uma saturação da capacidade de atendimento”, disse o governador.
Conforme Leite, o Rio Grande do Sul está finalizando a 25ª semana epidemiológica e, tradicionalmente, no início de julho (quando será a 27ª semana) ocorre o pico da demanda de internações por síndrome respiratória aguda grave.
“Para garantir que haja atendimento a todos, reforço o pedido à população gaúcha para redobrarem os seus cuidados em relação à higiene, uso da máscara, álcool gel, lavar as mãos constantemente. Se todo mundo se cuidar e atender aos protocolos, conseguiremos passar por esse momento que é o mais sensível que vivemos no Estado. Não podemos relaxar nos cuidados agora nem expormos a nós mesmos e os nossos familiares ao risco sem necessidade”, destacou Leite.
