O deputado Marlon Santos (PDT-RS) não seguirá a orientação do partido e vai votar a favor da reforma da Previdência. Questionado pela coluna se ele não teme ser expulso do PDT, afirmou que não. Mas ressaltou que a reunião na noite de terça-feira, 09, pareceu um paredão. As informações são de GaúchaZH.
— O Lupi disse que não tinha o que fazer, que seriam expulsos aqueles que votarem a favor da reforma. Mais parecia um paredão. Ele chegou a afirmar que aquela era a última reunião com todos os deputados da bancada. Mas quero ver me expulsar — disse o deputado.
A coluna questionou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, sobre a possibilidade de expulsão, mas ele desconversou:
— Vamos aguardar a votação da matéria
Presidente do PDT no Estado, o deputado Pompeo de Mattos irá votar contra a reforma, mas não é a favor da expulsão dos infiéis.
— Não é pena capital.
Ciro Gomes chegou a ligar para a deputada Tabata do Amaral (PDT-SP) na manhã desta quarta-feira (10) tentando dissuadi-la e afirmou que tem esperança que ela mude de ideia. Interlocutores do partido, no entanto, não acreditam nessa possibilidade. Na terça-feira, Ciro defendeu nas redes sociais a expulsão dos colegas pedetistas:
— A tentativa de compra de votos por dinheiro de emendas ou ofertas mentirosas a estados e municípios ronda, neste momento, até os partidos de oposição. Defenderei que o PDT expulse aqueles que votarem contra o povo nesta reforma da Previdência elitista.
Outro partido de esquerda que enfrenta resistências internas é o PSB, que fechou questão contra a reforma da Previdência. Nos bastidores também se fala em expulsão. Em conversa com a coluna, o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, não quis falar em punições e pretende aguardar o resultado da votação:
— O partido fechou questão, não sabemos se ou quem votará contra. Por que teríamos de falar expulsar alguém nesta altura? Vamos aguardar os fatos com a serenidade necessária.
