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Deputado federal critica reforma da Previdência e pede que a população se mobilize contra o projeto

Deputado federal critica reforma da Previdência e pede que a população se mobilize contra o projeto
03.04.2017 10h48  /  Postado por: upside

      O deputado federal Dionilso Marcon (PT- RS) participou do programa Repórter Geração, para alertar sobre os rigores da reforma da previdência. Ele afirmou que a proposta é muito rigorosa e quem pagará a conta do Golpe serão os pobres. Disse que “não dá para cobrar a conta do ajuste apenas da população”. Dionilso 01A proposta de Reforma da Previdência prevê que o trabalhador terá que contribuir por 49 anos se quiser receber 100% da aposentadoria. As novas regras estabelecem ainda idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, segurados do INSS, servidores públicos, trabalhadores rurais e urbanos poderem pedir a aposentadoria.
Aprovação de reformas deve ficar somente para o segundo semestre As votações das reformas trabalhista e da Previdência, prioridades do governo no Congresso em 2017, vão levar mais tempo do que o Palácio do Planalto esperava.As duas propostas estão na Câmara e dependem, além de votação na comissão e no plenário dos deputados, do aval dos senadores.
O governo contava com a aprovação, ainda no primeiro semestre. Agora, a própria equipe econômica já considera a possibilidade de a proposta, que altera a Constituição, ter a tramitação concluída apenas no segundo semestre, após o recesso parlamentar.
O governo, que já fez recuos em relação à proposta original, sabe que terá de ceder em mais pontos do texto, como as regras para a aposentadoria rural.
O relator da proposta, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), chegou a prever a apresentação do parecer à comissão em março e, depois, adiou a previsão para a primeira semana de abril.Agora ele já considera a possibilidade de apresentar o parecer à comissão na segunda semana de abril. Nesse cenário, a votação do texto na comissão especial da Câmara ocorrerá na segunda quinzena deste mês.
Nesse calendário, o plenário da Casa deve apreciar a proposta só em maio.
Depois, o texto ainda precisa passar pelo crivo do Senado, o que pode ocorrer no início do segundo semestre. A proposta precisa do apoio de ao menos 3/5 do plenário, em duas votações separadas.
 
Ouça a entrevista no player acima.

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