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Delegado da PF em Passo Fundo vira réu por corrupção passiva

Reprodução

Um delegado da Polícia Federal que atuava em Passo Fundo, no Norte do Estado, virou réu por corrupção passiva. A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) foi aceita pela 3ª Vara Federal do município há um mês. Porém, como o caso tramita em segredo de Justiça, a divulgação só foi autorizada nesta semana. As informações são de GaúchaZH.

Mario Vieira foi alvo de uma operação da própria Polícia Federal em janeiro deste ano. Ele é acusado de receber dinheiro de empresários, investigados e advogados sob o pretexto de investir os valores em uma instituição para tratamento de dependentes químicos da região, da qual o delegado era presidente e sua esposa, diretora.

Os recursos, contudo, seriam gastos com despesas do próprio delegado, de acordo com a investigação. Através da quebra dos sigilos bancário, fiscal, telemático e telefônico, foi possível verificar que os valores recebidos nas doações para a casa de recuperação eram revertidos para contas bancárias do delegado e de seus familiares.

A investigação também fez o cruzamento dos dados dos doadores da instituição com o sistema de cartório da Polícia Federal. Foi constatado que diversos deles eram investigados em inquéritos policiais presididos pelo delegado, ou figuravam como advogados, vítimas, testemunhas e interessados nos inquéritos por ele conduzidos.

Segundo o MPF, Vieira teria recebido R$ 112 mil, 10 novilhos das raças Red Angus e Aberden Angus, com valor estimado de R$ 8 mil, além de doações de horas-máquina para o plantio de soja, sementes, materiais de construção, ração animal e outros bens.

Vieira foi afastado do cargo após a operação. A esposa dele, que não teve o nome divulgado, também foi denunciada pelo MPF e virou ré no processo. GaúchaZH não conseguiu contato com o delegado ou sua defesa.

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