A circulação de informações através de redes sociais tem atrapalhado investigações policiais no que se refere a coleta de provas, disse a Delegada Graciela Foresti Chagas, no Repórter Geração desta quinta-feira, 26.
– Essa precipitação que as pessoas da comunidade têm em circular informações, detalhes, suspeitos, em grupos de WhatsApp, tem vindo de certa forma em prejuízo do trabalho que a gente precisa realizar de investigação e coleta de provas – alerta, destacando que a responsabilidade por encontrar os autores do fato e provas é da Polícia Civil.
A Delegada lembrou que a legislação exige que sejam observados critérios legais para buscas em residências e oitivas de suspeitos.
– Se isso tudo não for feito de acordo com a previsão legal, lá adiante, esse procedimento pode ser anulado e essas pessoas podem ser inocentadas – esclarece.
Conforme a delegada Graciela, já houve casos de a polícia ao realizar prisões preventivas, encontrar o celular do suspeito cheio de informações de que ele estava sendo monitorado e investigado.
– Ele conseguiu eliminar grande parte das provas ciente de que era suspeito – conta.
Segundo a Delegada a Polícia Civil não pode trabalhar com suspeitas sem elementos de maior convicção porque o Judiciário não vai autorizar e o Ministério Público não vai concordar com a prisão. – A Lei trabalha dessa forma – finaliza, pedindo que as vítimas e a sociedade quando acontecer um fato desse gênero, se dirijam a Delegacia e evitem as redes sociais.
