Crise na CPMI do INSS derruba acordo político e transforma investigação em palco da eleição de 2026
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS entrou em uma nova fase e passou a ter forte impacto no cenário político nacional. O que antes era visto como um acordo informal para evitar desgastes tanto ao governo do presidente Lula quanto à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, agora foi rompido.
A CPMI ganhou novo fôlego após a aprovação da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A base governista considerou a derrota como um grande revés político dentro da comissão.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que a investigação deixou de ser técnica e passou a ter caráter eleitoral. Segundo ele, “acabou a CPI e começou a eleição”.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que a mudança de rumo começou no Judiciário, com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que autorizou o compartilhamento de dados ligados a investigações sobre fraudes no INSS. A Polícia Federal apontou suspeita de repasse de cerca de trezentos mil reais ao filho do presidente por meio de intermediários.
O episódio reforça a atuação independente da Polícia Federal, que segue investigando casos envolvendo diferentes setores políticos.
Agora, o governo tenta recorrer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar reverter a decisão da CPMI. No entanto, o clima entre o Planalto e o Congresso é de tensão, e aliados admitem que o custo político para conter a crise aumentou.
Com o avanço das investigações e a quebra da chamada “blindagem política”, analistas apontam que a disputa eleitoral de 2026 já começou dentro das comissões do Senado.
*G1
