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Cobertura de esgoto em Salto do Jacuí salta de 0 para 34% em menos de três anos

Em menos de três anos, a cobertura e tratamento de esgoto passou de 0% para 34% em Salto do Jacuí, na região noroeste do Rio Grande do Sul. O município está dentro do plano de expansão da Corsan para cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento. A legislação determina a universalização do acesso à coleta e tratamento de esgoto com pelo menos 90% da população conectada à rede até 2033.

A velocidade inédita no avanço da cobertura de esgotamento sanitário é resultado do maior ciclo de investimentos em saneamento da história do Estado. O serviço essencial cresceu, em menos de três anos, 50% de tudo que foi construído em quase 60 anos. Salto do Jacuí faz parte dessa transformação que mobiliza cidades em todo o país, impactando diretamente ruas, bairros, famílias e a qualidade de vida da população.

Na região Central do Rio Grande do Sul, atendida pela Corsan, outros municípios que tiveram destaque na expansão da rede são Santana da Boa Vista, com aumento de 67,7% da cobertura, Carazinho, com 24%, Ijuí (18,10%), Santa Maria (13,10%), Venâncio Aires (7,6%), Santa Cruz do Sul (7,2%), Cruz Alta (5,9%) e Encruzilhada do Sul (3,4%). O total representa a inclusão de 330 mil pessoas. Na prática, equivale a incorporar, em menos de três anos, uma cidade do porte de Pelotas inteira.

“O saneamento é uma infraestrutura de base para a evolução da sociedade, e por isso falar em universalização do acesso é mobilizar um país pela redução das desigualdades sociais. Estamos falando em obras estruturantes que deixam benefícios permanentes para o hoje e para as próximas gerações”, afirma Samanta Takimi, diretora-presidente da Corsan.

Enquanto 43% da população brasileira ainda não possui acesso à coleta de esgoto, no Rio Grande do Sul esse índice é ainda maior, chegando a 65,3%. Na prática, isso significa que, a cada dez gaúchos, pelo menos seis ainda produzem esgoto sem coleta e tratamento adequados. Como consequência desse déficit histórico de infraestrutura no RS, o equivalente a 443 piscinas olímpicas de resíduos sem tratamento é despejado por dia no meio ambiente gaúcho, contaminando rios, arroios e mananciais e ampliando impactos sobre a saúde pública, a qualidade de vida da população e o desenvolvimento das cidades.

Mas a evolução está acontecendo. Nos municípios atendidos pela Corsan, a cobertura de esgotamento sanitário era de aproximadamente 19% em 2023 e hoje já chega a 30%, dentro do maior ciclo de investimentos em saneamento da história do Estado. Foram implantados 1.021 quilômetros de rede de esgoto nesse período, distância aproximada de Porto Alegre até São Paulo.

Próximos passos

É com esse pacote de benefícios socioeconômicos que a Corsan executa um plano de aproximadamente R$ 15 bilhões em investimentos até 2033. O objetivo é acelerar a expansão da infraestrutura sanitária e praticamente triplicar a cobertura de esgotamento sanitário no Rio Grande do Sul nos próximos anos. O plano inclui implantação de redes coletoras, ampliação de estações de tratamento, novas elevatórias e milhares de novas ligações domiciliares.

 

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