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Polícia

Caso Potrich: A prisão de um suspeito e o assassinato que comovem Anta Gorda, Arvorezinha e o RS

24.01.2019 10h45  /  Postado por: Magali Drachler

Repercutiu muito, desde essa quarta-feira, 23, o homicídio ocorrido em Anta Gorda quando da prisão de um homem de 52 suspeito na morte do gerente do Sicredi Jacir Potrich, 55 anos, desaparecido desde novembro do ano passado. Conforme a Polícia Civil, ele foi preso temporariamente por agentes da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em um apartamento em Capão da Canoa, no Litoral Norte, nessa quarta. O homem, cirurgião dentista, será indiciado por homicídio qualificado, por motivo fútil e ocultação de cadáver. Ele foi recolhido ao Presídio Estadual de Encantado e ficará preso por pelo menos 30 dias até a conclusão do inquérito.

Na manhã desta quarta, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, na residência e no local de trabalho do suspeito, em Anta Gorda e Arvorezinha. Buscas estão sendo feitas para tentar localizar o corpo da vítima.

Segundo a delegada Roberta Bertoldo, da especializada em homicídios em Porto Alegre e que auxiliou nos trabalhos, o homem ficou em silêncio durante a prisão. Não houve resistência no momento em que foi detido. Há duas semanas, o delegado Guilherme Pacífico já tinha adiantado que o caso estava próximo de um desfecho.
O bancário sumiu após uma pescaria no dia 13 de novembro. No dia, ele foi um dos primeiros a chegar ao banco e saiu do local por volta das 15h30. Dali, foi até a propriedade de um conhecido, no interior da cidade, que estava fazendo aniversário. Aproveitou para pescar.

Imagens de câmeras de segurança mostram a chegada dele ao condomínio às 19h07. O bancário entrou na casa e passou pela porta dos fundos. Na residência, limpou os peixes, tomou caipirinha e foi até um quiosque na área comum do condomínio fechado onde reside. A partir dali, não foi mais visto. Metódico, deixou facas e outros utensílios sujos em cima de um balcão, o que chamou a atenção da família e da polícia.

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta, o delegado Guilherme Pacífico,  diz que as investigações tiveram início após o desaparecimento do gerente de agência bancária em meados de novembro de 2018, na Linha Felizardo. “Após dois meses de investigação, o suspeito, um homem que era amigo pessoal da vítima, foi preso temporariamente”, ressaltou Pacífico.

O acusado era vizinho da vítima e aparece nas imagens da câmera de segurança, do condomínio em que moravam, pegando uma vassoura e levantando as câmeras para cima, justamente no mesmo horário de desaparecimento de Jacir. Por muitos anos eles foram quase como irmãos, tanto que moravam no mesmo condomínio com mais uma família, mas por desentendimentos financeiros viraram inimigos. “Em nenhum momento o acusado mostrou interesse em ajudar a esclarecer os fatos”, comenta.

Potrich morava na casa com a mulher Adriane Balestreri Potrich, 53 anos, e com o sobrinho Arthur Balestreri, 24. O jovem está na cidade há oito meses. No dia do sumiço, Adriane tinha ido visitar o filho do casal em Passo Fundo. O sobrinho era o único da família que estava na cidade. Segundo o delegado, ele permaneceu o dia no escritório. Passou em dois lugares antes de ir para casa e perceber a falta do tio. Agora a polícia trabalha na tentativa de localizar o corpo.

Wilber Borges da Rádio Cultura de Arvorezinha falou da repercussão. Fato este que comoveu principalmente a população das cidades de Arvorezinha e Anta Gorda.

Ouça a entrevista no player acima, com Verdi de Moura, da Rede de Rádios.

 

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