Enquanto as atenções estão voltadas para as reformas da Previdência, tributária e as confusões do governo Bolsonaro, o Congresso vota mudanças no uso do fundo partidário que são um deboche.
Integrantes do Ministério Público Eleitoral identificam no mínimo três problemas graves: afrouxamento das regras de transparência na prestação de contas, enfraquecimento da ação que coíbe gastos ilícitos eleitorais, pois permite que somente se apresentem contas de campanha quando já transcorrido o prazo da ação e afastamento da obrigatoriedade do uso do sistema de prestação de contas do TSE.
O total do fundo que irriga os partidos poderá chegar a R$ 959 milhões. De acordo com o projeto aprovado na Câmara, essa verba poderá servir até mesmo para pagar a defesa de dirigentes partidários com problemas na Justiça.
Há partidos demais no país, muitos deles criados como legendas de aluguel. Uma situação que não contribui para a democracia e ainda drena recursos do orçamento. A tal da nova política ficou só na conversa.
Ânimos acirrados no Senado
Toffoli não quer resolver impasse sozinho – Foto: Nelson Jr.
Terminou em clima tenso a reunião entre os representantes dos poderes do RS e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Como o governador Eduardo Leite e o presidente do Tribunal de Justiça, Carlos Eduardo Duro, não conseguiam se entender, Toffoli entrou em campo. Ele lembrou que o Rio de Janeiro fechou acordo semelhante e sugeriu um próximo encontro no começo de outubro.
Na moral
Líder da bancada da bala, Capitão Augusto (PL-SP) se reúne hoje com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para tentar barrar a CPI da Lava-Jato, que quer investigar Sergio Moro. À coluna, o deputado argumenta que “moralmente” a comissão não pode existir, porque nove deputados querem retirar a assinatura.
Em campanha
Augusto Aras aproveita café da manhã com a Frente Parlamentar da Agricultura, amanhã, para buscar votos. Indicado para comandar a PGR, o subprocurador precisa ser aprovado pelo Senado. Este será o segundo encontro do senador gaúcho Luis Carlos Heinze (PP) com Aras.
