Os corpos de Maísa Gabrielle Ramos de Azevedo e do rapaz ainda não identificado foram encontrados em meio a um matagal por volta das 16 horas desse domingo, por um motorista que trafegava pelo interior de Vale Verde, em Estrada Lomba Alta. De acordo com o delegado Luciano Menezes, o casal estava enrolado em um lençol e coberto por papelão.
A polícia acredita que ambos foram assassinados em outro local e desovados na localidade. “Eles estavam com roupas bem à vontade, de pés descalços, sem documentos. Possivelmente foram tirados de casa. A suspeita é de que a morte tenha ocorrido em outro ponto, porque os corpos foram enrolados para serem transportados”, detalhou.
Apesar de o suspeito e a jovem serem de Santa Cruz, a polícia descarta a hipótese de que o crime tenha ocorrido no município. “É muito longe, seria muito arriscado transportar os corpos. O suspeito tem familiares em Vale Verde, conhecia bem a região. É possível que tenha levado as vítimas até outro ponto de Vale Verde para matá-las, antes de abandonar os corpos naquele mato”, acredita o delegado. A perícia deve confirmar o número de disparos efetuados contra o casal. A polícia estima que tenham sido 15 tiros ao todo.
Entenda o caso
O que à primeira vista parecia ser mais uma execução relacionada ao tráfico de drogas está sendo investigado pela Polícia Civil como um crime passional, ainda que envolvendo pelo menos um indivíduo ligado à traficância. Segundo o delegado regional Luciano Menezes, o assassinato de dois jovens em Vale Verde, no último fim de semana, teria sido cometido pelo ex-companheiro da moça.
Natural de Santa Cruz do Sul e moradora do Bairro Progresso, Maísa foi encontrada sem vida na tarde de domingo na localidade de Estrada Lomba Alta, no interior do município, ao lado do corpo de um homem que seria seu atual parceiro. Ela foi assassinada com diversos tiros, a maioria deles no rosto. Conforme o delegado, havia ainda uma marca de disparo no tórax e outra, à queima-roupa, na mão da jovem. O rapaz, que ainda não foi identificado, também foi baleado. Além dos tiros pelo corpo, ele estava com o rosto inchado e com hematomas, o que indica ter sido espancado. Há uma tatuagem na perna com as iniciais A.L.N. e outra no braço, com a expressão “hip-hop”.
“A quantidade de tiros e o fato de ela ter sido baleada no rosto sugerem que o autor dos disparos estava com muita raiva”, comentou Menezes. Segundo ele, o suspeito de ser o autor do duplo homicídio é João Carlos de Oliveira, de 31 anos, conhecido como Bilão. Maísa tinha o apelido dele tatuado no braço. Conforme o delegado, Bilão também é santa-cruzense e morador do Bairro Progresso. Ele tem diversas passagens pela polícia, a maioria por roubo. Também constam em sua ficha criminal casos de homicídio qualificado e atentado violento ao pudor.
Fotos: Divulgação Fonte: Portal Gaz
