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Polícia

Assassinato em Candelária pode ter sido retaliação por crime anterior

Assassinato em Candelária pode ter sido retaliação por crime anterior
09.01.2019 09h53  /  Postado por: Magali Drachler

A Polícia Civil de Candelária segue investigando a morte de Antônio Gomes Rios, de 48 anos, executado na manhã dessa terça-feira em frente ao hospital do município. O crime aconteceu por volta das 9h40, na Rua Marechal Deodoro. Rios tentou escapar, mas acabou assassinado com pelo menos cinco tiros. Os disparos também atingiram as paredes e a porta da casa de saúde, que precisou interromper os atendimentos até o início da tarde. Uma das hipóteses é de que o ataque tenha sido uma retaliação por um crime cometido pela vítima há alguns anos.

“Ele já havia sofrido uma tentativa de homicídio antes, depois de ter cometido um homicídio, em 2013. A hipótese de retaliação é a mais forte que temos até o momento, mas não há nada confirmado”, detalhou o delegado Rodrigo Marquardt da Silveira. Em agosto de 2013, Rios matou Ângelo Tavares da Silva em uma emboscada. O crime aconteceu em Candelária. No mesmo ano, ele foi preso e permaneceu em regime fechado até abril do ano passado, quando passou a cumprir a pena com o uso de tornozeleira, em prisão domiciliar.

Menos de um mês após sair  do presídio, Rios foi alvo de uma tentativa de homicídio. Na ocasião, cinco homens armados entraram na casa onde ele estava com a sua companheira, na localidade de Arroio Lindo. Vanderleia Maria Cortês, de 51 anos, foi assassinada, mas o apenado conseguiu fugir. Já no dia seguinte, ele se encontrava em frente ao Presídio Estadual de Candelária quando duas pessoas foram mortas e outras duas, baleadas. Entre os feridos estava o irmão dele, Vilmar Gomes de Rios, que foi atingido no abdômen, mas conseguiu correr e se esconder.

De acordo com Marquardt, a polícia ainda não tem suspeitos da autoria do ataque que levou à morte de Rios nessa terça. Imagens das câmeras do hospital de Candelária estão sendo analisadas em busca de pistas sobre os executores. Ainda conforme o delegado, não há indicações, por enquanto, de que Antônio Gomes Rios estivesse envolvido com o tráfico de drogas. Depois de sair da prisão, ele estava vivendo com a família no interior de Candelária, em Arroio Lindo, onde tinha permissão judicial para trabalhar como agricultor.

O ataque

Antônio Gomes Rios, de 48 anos, foi atacado nessa terça-feira por volta das 9h40, em frente ao hospital de Candelária. Como morava no interior e usava tornozeleira eletrônica, ia para a cidade algumas vezes na semana para captar sinal e calibrar o aparelho. O local combinado com a Justiça era próximo ao hospital. Segundo a polícia, dois homens chegaram em uma moto e estacionaram. Um dos suspeitos desceu e descarregou a arma na direção da vítima. Em seguida, voltou até a moto, pegou outra arma e atirou novamente. Rios ainda tentou entrar no hospital em busca de socorro, mas o atirador conseguiu atingi-lo outra vez. Os tiros – foram pelo menos cinco – acertaram o pescoço, ombro e pernas de Rios, que morreu no saguão de entrada da casa de saúde. A suspeita é de que foi usado um revólver calibre 38.

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