Através da 8ª Coordenadoria Regional de Saúde de Cachoeira do Sul, os Agentes de Endemias de Arroio do Tigre realizam um trabalho de análise mensal de monitoramento da qualidade da água nos poços individuais e de sociedades nas localidades do interior. O trabalho consiste na coleta de amostras de água que são submetidas à estudo por meio da 8ª Coordenadoria. As Sociedades Hídricas do interior, por intermédio da Lei, devem fazer o tratamento da água, basicamente mediante a adição de cloro.
Em entrevista nesta quarta-feira, o Agente de Endemias Rodrigo Kozloski, disse que na prática, em algumas localidades os moradores resistem em cumprir esta determinação. Em alguns casos, conforme ele, houve até mesmo a destruição do aparelho usado no tratamento. Também aconteceu casos de poços artesianos e comuns contaminados, a maioria por coliformes fecais e bactérias, que são eliminadas por meio da adição do cloro. Durante a entrevista ele disse ainda que ocorreu um caso de poço artesiano contaminado com chumbo, possivelmente derivado do descarte incorreto de pilhas e baterias. Este poço, segundo ele, foi lacrado e deixou de ser utilizado.
Em outro poço artesiano foi descoberta a presença de resíduos de agrotóxicos, como o glifosato, que é utilizado nas lavouras da região. O poço, no entanto, não foi inutilizado porque o nível da contaminação foi considerado baixo.
Rodrigo Kozloski disse que foram repassadas orientações. “Chamamos a atenção para os devidos cuidados e providências, para evitar problemas que possam surgir, ao ingerir água contaminada”.
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