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Polícia

Apreensões de drogas crescem 41% em prisões do RS durante pandemia

Apreensões de drogas crescem 41% em prisões do RS durante pandemia
06.07.2020 08h57  /  Postado por: Cladimara Bohrer

As apreensões de drogas nas prisões do Rio Grande do Sul têm crescido durante a pandemia do coronavírus. De março a maio, o aumento é de 41% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária (Seapen). Uma das primeiras medidas adotadas para tentar conter o avanço da covid-19 nas cadeias foi a suspensão de visitas. Desde então, percebe-se série de situações inusitadas na tentativa de fazer entorpecentes e celulares cruzarem os portões das casas prisionais.

Na soma de março, abril e maio, foram encontrados 64,6 quilos de drogas , o período é o mais recente compilado pelo governo do Estado. A maconha está no topo dos narcóticos mais localizados nas cadeias gaúchas: 83% do total, com 53,8 quilos apreendidos. Na sequência vem a cocaína, com 7,3 quilos, e crack, com 3,5 quilos. O secretário Cesar Faccioli afirma que já era esperada maior tentativa de ingresso, devido ao momento mais tenso no sistema, com visitas suspensas.

Os arremessos e as sacolas, itens levados pelos familiares, são elencados por ele como principais portas de entrada de produtos proibidos. Visitantes cadastrados, embora não possam entrar na prisão, têm autorização para abastecer detentos com roupas, calçados, produtos de higiene e alimentação.

Em 2019, oito scanners corporais foram instalados em prisões do RS, somados aos seis existentes. O aparelho permite identificar objetos por meio de raio X. Investimento em equipamentos, maior rigor nos protocolos de revistas, treinamento de agentes, e foco na inteligência prisional são fatores apontados pela Seapen para aumentar apreensões. O ex-secretário nacional de segurança e coronel reformado da PM de São Paulo José Vicente da Silva Filho concorda que as tecnologias, além da qualificação e supervisão de servidores, são fundamentais. Mas alerta para necessidade de reduzir entrada de itens nas cadeias, o que demanda que o Estado forneça o essencial, como produtos de higiene e roupas básicas.

O tráfico é um comércio de rua, e a situação vem dificultando a venda. A droga que não vendem nos pontos estão levando para as prisões. Essa é uma possível movimentação que esteja acontecendo. A dinâmica criminal nos tempos de pandemia ainda está sendo conhecida pela polícia, afirma Silva Filho.

 

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