Agronegócio registra saldo positivo de empregos formais em 2016
Em 2016, foram criados mais de 1700 postos formais de trabalho no agronegócio gaúcho, o que representa um aumento de 0,6% no estoque de empregos do setor. Em 2015, o saldo foi negativo, registrando a perda de mais de 4 mil postos de trabalho. Os dados são da Fundação de Economia e Estatística.
O economista da FEE Rodrigo Feix destaca que esse resultado do agronegócio contrasta com os números totais do emprego no RS, que tiveram saldo negativo de mais de 54 mil postos de trabalho no ano passado. Esse desempenho é explicado pelo resultado positivo nos três segmentos do agronegócio gaúcho.
O setor de produção e fornecimento de insumos, máquinas e equipamentos e serviços especializados (antes da porteira) respondeu pela maior criação de empregos com carteira assinada (836 empregos). Desde 2013 esse segmento não registrava saldo anual positivo. Segundo Feix, esse dado pode ser explicado por um duplo movimento setorial. “O primeiro deles foi a expansão dos empregos no setor de produção de sementes e mudas certificadas. O segundo e mais expressivo movimento ocorreu no setor de fabricação de tratores, máquinas e equipamentos agropecuários. Enquanto em 2015 foram perdidos mais de 4 mil empregos nessa área, em 2016 a perda foi menor, de 842 postos de trabalho”.
