Abertura da colheita da soja proporciona debate sobre formas de amenizar escassez hídrica
O governador em exercício Ranolfo Vieira Júnior e a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, estiveram em Tupanciretã nesta segunda-feira,7, para participar da 13ª Abertura Oficial da Colheita da Soja. A solenidade foi realizada na Granja Guajuvira, da Cultivare Agronegócio, às margens da RSC-392, e marca a retomada do evento de forma presencial desde o início da pandemia.
Após um ano de safra recorde, com produção de 20,2 milhões de toneladas em uma área de 6,08 milhões de hectares, os produtores enfrentam as dificuldades e desafios da severa estiagem que atinge todo o Estado. O tradicional evento em Tupanciretã foi marcado pelo debate entre autoridades, entidades de classe do setor primário, empresas do ramo agrícola e produtores rurais, buscando formas de amenizar os efeitos da escassez hídrica.
“O agronegócio é o diferencial do nosso Estado, mas eu não posso vir aqui e deixar de falar da severa estiagem que atinge nossos produtores. É importante que eu diga que a reservação da água é fundamental. Não é a primeira estiagem que enfrentamos, pois isso já acontece há muito tempo. Então, se nós temos que promover avanços são com medidas estruturantes, não adianta a próxima safra ser a melhor do mundo se esquecermos do problema. Temos que ter medidas estruturantes”, reforçou Ranolfo. “Nós temos o programa Avançar, com R$ 5,6 bilhões de investimentos no Rio Grande do Sul em todas as áreas e R$ 275,9 milhões só na agricultura. Desse valor, 73% com medidas de irrigação e são essas ações que vão nos dar mais tranquilidade para enfrentar cada safra”, afirmou.
A secretária da Agricultura também esteve na abertura da colheita e parabenizou os agricultores que enfrentam um difícil ano. “Celebrar a abertura da colheita da soja, especialmente neste ano, é celebrar a perseverança dos agricultores gaúchos que diante das dificuldades não desistiram do seu trabalho”, disse Silvana.
Até o início de fevereiro, as previsões indicavam quebra de 50% na produção, com uma colheita estimada em 11 milhões de toneladas. Inicialmente, os produtores esperavam colher cerca de 20 milhões de toneladas.
