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Polícia

Operação contra abigeato que deixou um policial morto e outro baleado teve ação em Alto Alegre e Soledade

16.07.2019 14h55  /  Postado por: Elion Silva

A operação do Dia D contra o abigeato (furto de gado) contabiliza 11 presos nesta terça-feira (16). Apesar do sentimento geral de tristeza entre policiais com a morte de um colega em confronto na cidade de Montenegro, no Vale do Caí, os 84 mandados judiciais continuam sendo cumpridos. Além das prisões, também há, até 11h, 46 armas apreendidas, dinheiro não contabilizado e munição — são dezenas e de vários tipos. A Polícia Civil que investiga abigeato no Rio Grande do Sul também apura comércio ilegal de armas, receptação e crimes contra a saúde pública. As informações são de GaúchaZH.

Segundo o delegado André Mendes, responsável por uma das investigações contra furto de gado, o objetivo inicial é dar apoio aos familiares do policial morto e do agente que foi ferido com um tiro, mas a ação coordenada por ele segue sendo realizada em 37 cidades gaúchas. A Delegacia Regional de Montenegro foi responsável por outra investigação neste Dia D contra o abigeato. Ao todo, nas duas ações realizadas nesta terça-feira havia 385 agentes.  A coletiva de imprensa foi cancelada em Porto Alegre e foram mantidas buscas e prisões na medida do possível, até como uma forma de respeito ao trabalho que a vítima realizava. As prisões ocorreram em Santa Rosa, Cachoeira do Sul, Canela, Dom Feliciano, Canoas, Caxias do Sul, Alto Alegre e Soledade.

Em sete meses de investigação da Força-Tarefa contra abigeato, foram identificados grupos que se reuniam por meio do WhatsApp para a prática dos delitos. Ao total, foram identificados aproximadamente 400 integrantes. As investigações apuraram os crimes de abigeato, comércio ilegal de armas de fogo e munição, crimes ambientais, furto e roubo de propriedades rurais, mas também apurou receptação de comerciantes que vendiam carne ilegal por ser obtida pelo crime de abigeato ou outras fontes não legais, como abates clandestinos — nesse caso, envolvendo também crime contra a saúde pública. Já a investigação da Delegacia de Montenegro apurou vários casos ligados a uma quadrilha no Vale do Caí que também tinha uma rede de receptadores.

Polícia Civil também apreendeu dinheiro, ainda não contabilizado, com suspeitos investigados – Polícia Civil / Divulgação

 

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