Gabinete de crise cria selo para identificar os veículos que transportam produtos classificados como essenciais à preservação da vida
Em razão do não cumprimento total do acordo dos caminhoneiros com o governo federal, aumentando desabastecimento em vários setores do Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori decidiu criar um gabinete de crise, com o objetivo de avaliar permanentemente as consequências do movimento e tomar as medidas necessárias.
O gabinete está sob a coordenação do vice-governador José Paulo Cairoli.
O governo reconhece as dificuldades enfrentadas pelo setor de transportes, mas não pode fugir das suas responsabilidades na medida em que os setores da segurança, saúde e agricultura, entre outros, correm o risco de colapso.
“Ressaltamos que no Rio Grande do Sul a alíquota do óleo diesel é a mais baixa do país (12%) justamente para não impactar sobre os setores essenciais à nossa economia. Estamos confiantes de que haverá entendimento entre as partes para que o país volte à normalidade.” – diz o governo.
Sob coordenação do coronel Alexandre Martins, da Defesa Civil, foram tomadas as medidas que permitiram a entrega, com escolta da Brigada Militar, de 54 caminhões de ração para suínos e aves, quatro de gás e 13 de combustível, todos da Distribuidora Raizen (Shell).
Cairoli passou o sábado e o domingo envolvido com o gabinete de crise, com reuniões no Palácio Piratini e no Departamento de Comando e Controle Integrado da Secretaria da Segurança Pública. Foi criado um selo com a expressão “Trânsito Livre” para identificar os veículos que transportam produtos classificados como essenciais à preservação da vida, o que inclui água, remédios, oxigênio, insumos de hemodiálise e alimentos perecíveis.
Foto: Luiz Chaves / Palácio Piratini / CP
