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Atleta do Vale do Rio Pardo é o melhor golfista brasileiro na atualidade e deve ir as Olimpíadas

Atleta do Vale do Rio Pardo é o melhor golfista brasileiro na atualidade e deve ir as Olimpíadas
23.03.2016 14h01  /  Postado por: upside

Atualmente o brasileiro mais bem colocado no ranking mundial (317º) de golfe, Adilson da Silva pode se tornar o primeiro golfista a defender o Brasil nos Jogos Olímpicos e, justamente, na edição do Rio de Janeiro, que marcará a volta da modalidade à maior competição esportiva do mundo após 112 anos. Aos 13 anos, quando deu suas primeiras tacadas por acaso, com galhos de árvore e pedaços de madeira, ele nem imaginava que isso um dia pudesse acontecer.
Hoje com 44 anos, atleta profissional detentor de mais de 40 títulos e oitavo colocado nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no ano passado, Adilson da Silva teve seu primeiro contato com o golfe quando ainda era criança, em Santa Cruz do Sul (RS). Uma das maiores produtoras de fumo no País, a cidade sempre atraiu empresários, e foi lá que o gaúcho conheceu Andrew Edmonson, que frequentava o local em busca de tabaco e aproveitava para praticar o esporte no campo de golfe da região.
“Depois da escola, eu, meu irmão e uns amigos costumávamos ir para o Country Club para carregar tacos e procurar bolinhas de golfe para vender e fazer um dinheirinho. Nos tempos vagos, até arriscava umas jogadas. Foi lá que conheci o Andrew. Fui caddy (auxiliares que carregam uma sacola de cerca de 25 kg, com 14 tacos, além de outros materiais) dele por alguns meses. Depois de um tempo, ficamos muito amigos e então ele me convidou para para o Zimbábue treinar e jogar golfe. Quando vi o pessoal jogando pela primeira vez, fiquei encantado e achei que poderia ser como eles se jogasse bem”, contou ao ESPN.com.br.
Filho de um carpinteiro e de uma faxineira e sem dinheiro para comprar seu próprio taco, Adilson arriscou seus primeiros lançamentos com galhos de árvore e pedaços de madeira. Quando estava com 19 anos, o brasileiro aceitou o convite de Andrew e foi se aventurar no Zimbábue, país africano em que as crianças praticam golfe desde cedo, os patrocinadores investem bastante dinheiro e o esporte é como futebol no Brasil.
“Morei com o Andy por cinco anos. Treinava desde cedo até escurecer. No começo, foi difícil porque eu não sabia falar inglês. Mas comecei a estudar muito à noite e em um ano eu já tinha aprendido mais de duas mil palavras e podia falar de trás para frente se precisasse” – agora, o brasileiro-africano até mesmo se confunde na hora de formular frases em português.
Depois de um tempo como amador, Adilson foi par África do Sul se profissionalizar. As primeiras tentativas não deram certo e ele precisou se virar como garçom em um restaurante mexicano que havia em Johanesburgo, treinando durante o dia e trabalhando à noite. Oito meses depois, em 1995, o golfista conseguiu se tornar atleta profissional. A primeira vitória veio em 1998.
Casado com Althea, filha de britânicos, e pai de Marcelo, de dois anos, o brasileiro comemora os aprendizados que acumulou e vive a expectativa para disputar os Jogos Olímpicos. “Aprendi muito. Não só de golfe, mas em honestidade, trabalho duro. Foi uma experiência incrível”, ressaltou. “Para mim, sempre foi uma honra representar o Brasil e poder disputar a Olimpíada seria muito especial. Tenho bastante confiança que vou conseguir”, completou.
Adilson já disputou duas edições de Copa do Mundo, em 2011 e 2013. Depois de 15 anos sem competir no Brasil, ele veio no ano passado para disputar o Aberto do Brasil. Por ser país sede, o Brasil já tem uma vaga garantida entre os homens nos Jogos Olímpicos. Será a primeira vez que o país terá um representante de golfe em uma edição de Olimpíada. A definição do atleta classificado sairá no dia 11 de julho.

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